segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Depoimentos I

Dai que a mamãe sem ânimo ainda para escrever teve a brilhante idéia de recolher depoimento de pessoas queridas sobre a Lina.
Quem abre a série é o padrinho Clevio, amigo de longas datas dos pais de Lina.

LUCKY STAR
Eu sou uma pessoa muito sortuda no mundo, sabia?

É que eu sou o Dindo da Lina.

O convite veio pela manhã, em um dia muito cinza para mim. A noite anterior tinha sido de insônia.

Não disse sim na hora. Tive muito medo. De todas as responsabilidades, ainda mais que tinha Deus na jogada. Pedi para aceitar em um dia mais ensolarado.

Acho que não demorou muito para esse dia vir. E os meninos pediram de novo.

Foi na Av. Ibirapuera. Eu, avoado, fui surpreendido com um repetido: Clevio, tá tão ensolarado hoje, né?

E aí que os meus dias têm um novo sol. Uma estrela pequena, saltitante, que levanta temprano, e que nunca queria dormir.

Lembro que desde cedo nunca tive medo de pegá-la no colo.

Mas é que quem me dá segurança é ela. Ela que me carrega, na verdade.

Os dias não tem sido muito fáceis para mim, mas tornam-se excessivamente bonitos quando seu cabelinho loiro aparece bem longe em uma calçada ou através de um vidro verde de carro. É que lá está ela: uma luzinha em uma cadeirinha azul do banco de trás que agora apreendeu a me abraçar.

O amor que tenho por Lina aquece meu coração, queima meus humores detestáveis e me faz perceber que o balanço do parque pode ser o melhor lugar do mundo.

Você fica muito pouco tempo embaixo, se tiver alguém forte para te embalar.

Clevio Rabelo - 29 de agosto de 2010.


O Clévio é o meu melhor amigo há muitos anos, querido demais, e acompanhou cada passo da gravidez de Lina. No dia em que contei para ele que eu estava grávida foi muito curioso nosso diálogo ("Vc vai ser titio, Clévio", "De quem", "Eu estou grávida", "Você???"). Foi na maternidade que eu descobri que havia nele um padrinho em potencial dedicado para a pequena. Ele foi nos visitar todos os dias, passava horas a conversar com os novos papais e a olhar a Lina encantado. Nas primeiras semanas, já em casa, ele ligava todos os dias para saber de nós duas. Assim, quando Daniel propôs que ele fosse o padrinho de Lina, fiquei ainda mais feliz, porque a decisão mostrava-se evidente não somente para mim, mas também para o pai.

E, a cada fim de semana de sol, quando todos nos encontramos e ele passa horas brincando com ela, ou nas mesas de almoço quando ele conta as travessuras e conquistas da pequena, tenho certeza de que tomamos a decisão certa.

4 comentários:

mp disse...

curti :)

Paloma Varón disse...

Que padrinho mais dedicado e fofo, adorei!
Beijos

Unknown disse...

Sempre achei que ele seria o padrinho ideal :**

Ceci disse...

Que legal ler tudo isso!