quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Nosso parto

Hoje minha faxineira ligou contando que seu netinho nasceu. Eu dei um grito de felicidade e ela ficou muda, quando percebi que tinha alguma coisa estranha naquele silêncio, perguntei se estava tudo tranquilo. Ela disse que o bebê estava bem, mas nasceu com 36 semanas e estava em observação, o problema era a filha dela que estava na UTI porque a pressão aumentara muito depois do parto e os médicos ainda estavam tentando controlar.
Tentei acalmá-la e dizer palavras de conforto. Prometi que nos próximos dias eu e Lina iríamos visitar a nova família e que tudo estaria bem. Mas acabei o telefonema um pouco angustiada.
E daí que me toquei que sou uma felizarda por ter tido um parto tão tranquilo e uma filha tão saudável. Comecei a relembrar do dia que Lina nasceu e resolvi deixar registrado aqui para mim, para ela e para as pessoas queridas que costumam a ler esse blog.

Lina nasceu numa sexta-feira de sol, depois de uma semana de chuva chata em São Paulo. A césarea foi marcada na manhã da sexta após uma consulta com a minha ginecologista. Eu morria de medo de qualquer cirurgia, mas, naquele dia, estava relativamente calma. Não avisamos a ninguém. Fomos ao hospital somente eu, Daniel, meu pai e minha mãe. A idéia era telefonar depois que eu e Lina estivéssemos já no quarto da maternidade.
Lina nasceu às 16:45hrs. Um parto tão calmo e tranquilo cujas principais lembranças que guardo é de minha médica sorrindo o tempo todo, Daniel feliz e a música que tocava naquele momento: "My baby just cares for me" da Nina Simone. O anestesista, que ficou sempre ao meu lado, fez questão de tocar quando eu contei que amava aquela cantora e que "My baby" era uma das minhas músicas favoritas. Sim, ao longo do parto conversamos sobre cinema, música, entre outras coisas.
Quando finalmente ela apareceu, a expressão de alegria no rosto de Daniel era algo impressionante. Ele olhava para ela, olhava para mim e eu, ansiosa, queria saber mais. Ele apenas disse: "Mô, ela é loirinha e tem o cabelo pixain igual ao teu" (na verdade, ela estava ainda meladinha e por isso o cabelo enrolado). Ainda no centro cirúrgico, a enfermeira esfregou o rostinho dela no meu (minhas mãos estavam presas pelo soro e pelo marcador de pressão), sua boquinha em meu seio. Eu estava feliz e tranquila.
Não tenho do que reclamar, Lina mamou fácil, tive acompanhamento de minha mãe durante 20 dias e um marido atencioso que se revelou um grande apaixonado. Lina nasceu cercada de saúde e amor, isso é até hoje o que mais importa.
Ao netinho da Jô desejo uma vida feliz e cheia de saúde e que sua mãe se recupere logo.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Quartinho novo

Lina crescendo, a quantidade de brinquedo aumentando, resolvi organizar o quarto dela. Primeiro passo, doar muita coisa que ela não usava ou objetos que já não interessavam. Na organização, percebi que os brinquedos deveriam estar facilmente acessíveis a ela. Procurei bastante móveis baixos que ela conseguisse alcançar o topo.
Duas estantes novas, uma estante aproveitada, caixinhas e tudo diferente, mas igual!
Parece que o quarto cresceu e ficou muito mais educativo. Claro que a bagunça agora vai ser maior, ela começa a brincar com uma boneca e desinteressa-se, passa para a caixa de lápis de cor, troca pelo pianinho... mas acho que isso faz parte do processo de aprendizado.
Fiquei feliz com o resultado e acho que ela também!

Na foto, Lina, o milho e seu quartinho (por enquanto) arrumadinho

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

As primeiras frases

Filha, ontem a noite foi especial. Escutei vc falar por conta própria duas lindas frases. Sim, frases com sujeito, verbo e tudo mais, o que me deixou encantada.
A primeira:
- Essa rôpa vá bora? (tradução: essa roupa vai embora?). Estávamos arrumando seu guarda-roupa!
A segunda:
- Dá beijo, mamãe! Claro que nessa hora eu me derreti!
Isso é só o começo...

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Grudinho

Desde que voltamos de viagem que a menina é a mais carinhosa e apaixonada do mundo. É "mamãe" pra cá, "mamãe" pra lá! E não sai do meu pé. Ontem, saímos eu e Daniel para o cinema deixando a pequena com a vovó Ana. Quando cheguei, ela contou de que ela não parava de me chamar e acordou várias vezes perguntando por mim. De manhã, quando acordou, fez muito carinho no meu rosto, deu muitos beijinhos e pediu retribuição.
O pai, acostumado a ser o favorito, agora tem que dividir as atenções com essa mamãe aqui. Ela sempre deu preferência ao colo dele, aos carinhos dele, mas agora é tudo dividido, depende de seu humor. Eu nunca tive ciúmes dos dois. De verdade. Achava lindo aquela relação tão apaixonada, mas devo confessar que estou adorando virar o grudinho dela.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

10 dias sem ela

Fazia tempo que a gente planejava essa viagem, mas como aquela do início do ano não deu certo, eu dizia que só acreditava que estava viajando quando estivesse dentro do avião ou em solo europeu. Eis que fomos! Deixamos a pequena com minha mãe em Fortalez e de lá partimos rumo à Itália. Lá ela teve toda atenção, ajuda e amor que fosse possível. Minha irmã tirou férias do trabalho só para ficar com ela.
Claro que morremos de saudades. Eu não podia ver um pombinho na rua ou criança correndo na rua que já me derretia toda, mas confiava que ela estava bem. Minha mãe seguiu direitinho todas as recomendações: horários e cardápio de alimentação, brincadeiras e sono.
Lina aproveitou para brincar muito com avós, tios e tias. No calçadão da Beira Mar, nos vários parques da cidade (e dos shoppings), na casa dos familiares. Enquanto isso, do outro lado do Atlântico, papai e mamãe relembravam os velhos tempos de sair sem rumo, sem sacola, mamadeira, comidinhas... foi bom! Mas melhor ainda foi matar a saudade da pequena e ver aquele sorrisão no rosto e carinho no nosso reencontro.