terça-feira, 31 de agosto de 2010

Depoimentos II

Dando continuidade à série de depoimentos, fala a Vovó Ana (mãe da mãe):

Atendendo ao pedido da Sabrina, estou aqui dando o meu depoimento sobre a pessoa que passou a fazer parte da minha vida. Não consigo passar um segundo sem pensar na Lina. Sempre que acordo, a minha primeira preocupação é pegar o telefone para saber como ela passou a noite, sem contar que durante o dia, ligo 3, 4 ou até mais vezes para saber como ela está. Tudo o que vejo, sempre lembra a Lina: o sorriso de uma criança, um livro de histórias infantis. E os palhaços “Patati e Patatá”? Esse nem se fala...

Não conto as vezes que estou cantarolando as musiquinhas dos dois ídolos da minha neta. Assim como a música do macaco que ela dança com tanto ritmo e alegria, fazendo uma coreografia perfeita, questionável para uma criança de sua idade. Aprendi com a minha saudosa mãe que ser avó é ser mão duas vezes. E , a cada dia, procuro me aperfeiçoar nessa profissão. Lina é uma criança encantadora. Ela irradia alegria, tem um carisma que ninguém consegue descrever. Está sempre dando beijinhos e abraços nas pessoas com quem convive.

O maior presente que recebi de Deus foi a chegada de Lina, pois ela voltou a preencher o ninho que estava ficando vazio com a saída da Sabrina e da Livia. Estava sentindo que a Luma estava andando com seus pés e eu já não ocupava tanto espaço em sua vida. Hoje tem a Lina para continuar a minha missão de mãe. Gosto de sua presença, de abraçá-la, beijá-la, cantar para ela dormir e se possível ficar observando o seu sono que é sempre muito agitado.

Sabrina, o amor que sinto pela Lina é incondicional. Sempre que tenho que deixá-la passo muitos dias cantando a música do Roberto Carlos que foi feita para uma pessoa que ele amava muito. Mas, se eu tivesse o dom de escrever, tenho certeza de que teria feito a mesma música para ela. Ali naquela canção, eu consigo descrever tudo o que sinto pela Lina. Já ensinei várias crianças a cantar a canção da Lina, principalmente quando fala: ”Como é grande o meu amor por você. Nem mesmo o céu, nem as estrelas, nem mesmo o mar ou o infinito, não é maior que o meu amor, nem mais bonito”.

Já não consigo escrever mais nada, pois agora estou fazendo o que não gostaria: chorando. Mas gostaria de deixar bem claro, que vou continuar o que minha mãe me ensinou: ser a avó mais presente do mundo, em todos os momentos de sua vida.

Lina, que Deus te abençoe e a cada dia lhe ilumine para você continuar sendo essa estrelinha cheia de luz. E que seu brilho seja para sempre.

Sua avó que te ama...

Ana Luiza - 30 de agosto de 2010.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Depoimentos I

Dai que a mamãe sem ânimo ainda para escrever teve a brilhante idéia de recolher depoimento de pessoas queridas sobre a Lina.
Quem abre a série é o padrinho Clevio, amigo de longas datas dos pais de Lina.

LUCKY STAR
Eu sou uma pessoa muito sortuda no mundo, sabia?

É que eu sou o Dindo da Lina.

O convite veio pela manhã, em um dia muito cinza para mim. A noite anterior tinha sido de insônia.

Não disse sim na hora. Tive muito medo. De todas as responsabilidades, ainda mais que tinha Deus na jogada. Pedi para aceitar em um dia mais ensolarado.

Acho que não demorou muito para esse dia vir. E os meninos pediram de novo.

Foi na Av. Ibirapuera. Eu, avoado, fui surpreendido com um repetido: Clevio, tá tão ensolarado hoje, né?

E aí que os meus dias têm um novo sol. Uma estrela pequena, saltitante, que levanta temprano, e que nunca queria dormir.

Lembro que desde cedo nunca tive medo de pegá-la no colo.

Mas é que quem me dá segurança é ela. Ela que me carrega, na verdade.

Os dias não tem sido muito fáceis para mim, mas tornam-se excessivamente bonitos quando seu cabelinho loiro aparece bem longe em uma calçada ou através de um vidro verde de carro. É que lá está ela: uma luzinha em uma cadeirinha azul do banco de trás que agora apreendeu a me abraçar.

O amor que tenho por Lina aquece meu coração, queima meus humores detestáveis e me faz perceber que o balanço do parque pode ser o melhor lugar do mundo.

Você fica muito pouco tempo embaixo, se tiver alguém forte para te embalar.

Clevio Rabelo - 29 de agosto de 2010.


O Clévio é o meu melhor amigo há muitos anos, querido demais, e acompanhou cada passo da gravidez de Lina. No dia em que contei para ele que eu estava grávida foi muito curioso nosso diálogo ("Vc vai ser titio, Clévio", "De quem", "Eu estou grávida", "Você???"). Foi na maternidade que eu descobri que havia nele um padrinho em potencial dedicado para a pequena. Ele foi nos visitar todos os dias, passava horas a conversar com os novos papais e a olhar a Lina encantado. Nas primeiras semanas, já em casa, ele ligava todos os dias para saber de nós duas. Assim, quando Daniel propôs que ele fosse o padrinho de Lina, fiquei ainda mais feliz, porque a decisão mostrava-se evidente não somente para mim, mas também para o pai.

E, a cada fim de semana de sol, quando todos nos encontramos e ele passa horas brincando com ela, ou nas mesas de almoço quando ele conta as travessuras e conquistas da pequena, tenho certeza de que tomamos a decisão certa.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

voltando devagar...

Cof cof cof...
Esse lugar está cheio de teias de aranha! Nunca mais escrevi aqui, mas por um bom motivo: Final da tese. Foi duro, doloroso, mas está entregue! Ficou lindo e eu me orgulho de verdade do resultado final. Muita gente ajudou na revisão, na montagem, nos cuidados com a Lina e depois eu falo mais sobre todo processo de redação com uma bebê ao lado.
Mas, por enquanto, devo confessar um certo "abuso" (como eu diria no Ceará) da internet. Preguiça de sentar na frente da tela de novo. Vontade de aproveitar as horas ao lado de Lina, com os amigos, pelas ruas... deve passar.
Esse post foi só para avisar de que está tudo bem (tudo ótimo!) e de que em breve voltaremos a nossa programação normal!