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quinta-feira, 24 de março de 2011

Primeira tiradinha

Tentando tirar o mofo desse blog, relato aqui a primeira tiradinha da Lina:
- Lina, desculpa. Sem querer desmanchei seu bichinho de massinha.
Ele faz cara feia. Eu insisto:
- Desculpa mesmo, filha.
- Tá bom, mamãe. Precisa chorar não, viu?
E eu posso com uma mocinha dessa?

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

A elefanta rosa e a crise da mamãe

Ela dança como a elefanta, ela canta a música da elefanta, ela ficou desesperadametne feliz quando encontrou a elefanta no Parque. Sim, Biiiilabiluu é a nova rainha da casa.
Você não sabe quem é? Eu também não sabia até minha "querida" irmã apresentá-la à Lina.
Biiiiiilabiluu é a elefantinha rosa, personagem criada pela equipe da Txutxa, que dança desengonçadamente com as crianças. Ela conquistou a Lina e criou um crise existencial gigante nessa mãe que vos escreve.
Sim, porque eu sempre jurei que meus filhos nunca, repito NUNCA, iriam assistir os dvds da Txutxa. Mas Lina se apaixonou à primeira vista quando a tia mostrou os clipes ainda no youtube.
A situação se mostrou grave quando fomos às Lojas Americanas perto daqui de casa. Caminhando e cantando até a loja para comprar sorvete, quando a mocinha se dirigiu até a região dos dvds. Eu, inocente, procuro um dvd do Cocoricó, enquanto ela se agarra com o dvd da Txutxa.
- Mamãe, a Txutxa!
- Filha, deixa ai. Tem aqui o Cocoricó!
- Qué a Txutxa!
- Não, filha. A Txutxa é chata!
- Não, a Txutxa é linda!
E insistiu, se agarrou ao dvd, implorou e me dobrou... levei para casa.

Na sexta-feira, Daniel chega em casa e eu estou em crise.

- Como assim ela gosta do dvd da Txutxa. Onde foi que eu errei?

- Mô, ela não gosta do dvd da Txutxa. Ela adora. Nunca vi ela se animar tanto, dançar tanto e ficar tão feliz assistindo algo. Não tem nada parecido. Desencana e acha bonitinho ela imitar a elefanta!

E assim, a canção chiclete ecoa na casa e eu aprendo mais uma vez que ser mãe é isso: nunca dizer NUNCA!

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Nome e sobrenome

Decido que está na hora de ensinar a Lina seu sobrenome. Costa é o paterno e mais fácil do que o meu.
- Filha, como é o seu nome?
-Lina (mas ela ainda procuncia alguma coisa perto de Nina).
- Lina o quê?
- Lina bebê.
- Não, filha. Lina Costa.
Silêncio. Minutos depois, tento de novo.
- Filha, como é o seu nome?
-Lina.
- Lina o quê?
- Lina cabrita.
E ponto. Nada de Lina Costa.
Para os desinformados, Lina cabrita era o jeito que eu a chamava quando era pequena, e ainda chamo quando quero fazer denguinho. Mas é só entre nós duas, ta?

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Todo mundo dormindo, Lina

9 horas da noite, eu deitada na cama tentando colocar Lina para dormir:
- Mamãe, o sol tá mimindo?
(Ainda incrédula com a pergunta, arranjo forças para respoder):
- Tá, sim, Lina, o sol tá dormindo!
- Acóda, sol (acorda, sol)!
- Não, filha, deixa o sol dormir. Amanhã cedinho ele acorda e acorda todo mundo.
- A ua (lua) tá mimindo?
- Não, ela tá lá fora! Com as estrelinhas!
- Telinhas mimindo?
- Sim, dormindo (afinal de contas, o céu de São Paulo quase nunca tem estrelas).
- E a Dinda tá mimindo?
- Tá sim.
- E o Bê (amiguinho do colégio)? E o Lelé?
- Sim, os dois estão dormindo.
- E o papai?
- Não, filha. Seu pai nunca dorme, qd vc crescer, vc vai entender. Ele dorme tarde, acorda cedo e acha dormir perca de tempo, mas você é bebê e tem que dormir agora. Vamos dormir agora. Mamãe tá dormindo. Dorme tb.
Ela coloca o dedo na boca e fingi roncar como o avô materno.
- Vovô Helder tá mimindo?
- Tá, sim! E a tia Lili?
(...)
E essa foi nossa conversa até qause 23 horas, quando ela finalmente resolveu dormir pq já sabia que todos os membros da família, todos os bichos da natureza, todos os amiguinhos da escolinha já estavam dormindo.
E eu ganhei de ano novo uma filha falante e apaixonante!

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Mamãe doutora!

Agora estamos definitivamente livres do doutorado. Mamãe defendeu a tese na segunda-feira. Tudo deu muito certo, mamãe ainda está de ressaca de tanto cansaço e tensão acumuladas. Lina ganhou de presente não só uma mãe (um pouco) mais tranquila como também vários dias com toda família por perto. Sim, por que vcs sabem como é família cearense, ne? Participam, torcem, choram, sofrem e festejam (e muito!!!) cada momento. Estiveram aqui vovô, vovós, titios, titias, dinda e um monte de gente querida acompanhar os momentos de tortura da mamãe frente a uma banca de 5 professores... mas, passou, passou! E depois foi só festa!
Durante as mais de 4 horas de defesa, Lina ficou em casa. Depois o tio Victor foi pegá-la para dar um abração na mamãe. Mamãe ficou toda orgulhosa porque todos lembravam o quanto era difícil finalizar um doutorado em quatro anos e mais difícil ainda com uma bebezinha. E foi para ela que dediquei a tese: "para minha querida Lina". Claro que papai ganhou um agradecimento especial, mas ela merecia uma dedicatória por tantas horas roubadas, tantos momentos que a mamãe poderia ter curtido descansada, por tanta angústia que presenciou nos momentos finais. Mas, acabou, e acabou bem!
Lina brilhou na comemoração. De vestido preto de bolinhas, sapato vermelho e muitos cachos dourados, ela correu, pulou, sorriu, cantou e distribuiu beijos. Eu estava mais orgulhosa dela ali tão feliz e faceira do que da tese defendida. Agora, mamãe sai de férias merecidas (por aqui mesmo) e em busca de novos caminhos!

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Fim de semana de bagunça

Filha,

nosso fim de semana foi gostoso demais. Teve ida ao teatrinho pela primeira vez, banho de piscina, sorvete e brincadeiras no parque. Acho que poucas dessas atividades serão recordadas daqui a alguns anos, mas queria deixar registrado aqui que mais do que seus olhinhos brilhando sem piscar na platéia do teatro, o que mais me chamou a atenção foi a prova de amor que seu pai deu ontem.
Você é muito pequena para saber, mas uma das coisas que seu pai mais tem pavor na vida é de água gelada. E as piscinas de São Paulo são muuuuito frias. Muito mesmo. Ontem, amanheceu um solzão danado. Tomamos café na padaria e voltamos para nosso prédio com a idéia de que um banho de piscina naquele calorão seria legal. E descemos os três com os trajes de banho. A água estava gelada, Lina. Vc parecia achar interessante entrar na piscina, mas tinha medo daquele mundo novo molhado.
E o seu papai venceu o pavor à água gelada e entrou antes de sua mãe para mostrar como aquilo poderia ser divertido. Você não gostou, teve medo, tremia de frio tb. Mamãe resolveu ir com calma, primeiro os pezinhos da pequena, depois a brincadeira com a bola e em 10minutos você brincava feliz, sem lembrar que aquela era a primeira vez numa piscina tão grande. E seu pai herói resolveu t0mar sol na espreguiçadeira para superar o trauma daquela manhã que acabou sendo tão especial.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Nosso parto

Hoje minha faxineira ligou contando que seu netinho nasceu. Eu dei um grito de felicidade e ela ficou muda, quando percebi que tinha alguma coisa estranha naquele silêncio, perguntei se estava tudo tranquilo. Ela disse que o bebê estava bem, mas nasceu com 36 semanas e estava em observação, o problema era a filha dela que estava na UTI porque a pressão aumentara muito depois do parto e os médicos ainda estavam tentando controlar.
Tentei acalmá-la e dizer palavras de conforto. Prometi que nos próximos dias eu e Lina iríamos visitar a nova família e que tudo estaria bem. Mas acabei o telefonema um pouco angustiada.
E daí que me toquei que sou uma felizarda por ter tido um parto tão tranquilo e uma filha tão saudável. Comecei a relembrar do dia que Lina nasceu e resolvi deixar registrado aqui para mim, para ela e para as pessoas queridas que costumam a ler esse blog.

Lina nasceu numa sexta-feira de sol, depois de uma semana de chuva chata em São Paulo. A césarea foi marcada na manhã da sexta após uma consulta com a minha ginecologista. Eu morria de medo de qualquer cirurgia, mas, naquele dia, estava relativamente calma. Não avisamos a ninguém. Fomos ao hospital somente eu, Daniel, meu pai e minha mãe. A idéia era telefonar depois que eu e Lina estivéssemos já no quarto da maternidade.
Lina nasceu às 16:45hrs. Um parto tão calmo e tranquilo cujas principais lembranças que guardo é de minha médica sorrindo o tempo todo, Daniel feliz e a música que tocava naquele momento: "My baby just cares for me" da Nina Simone. O anestesista, que ficou sempre ao meu lado, fez questão de tocar quando eu contei que amava aquela cantora e que "My baby" era uma das minhas músicas favoritas. Sim, ao longo do parto conversamos sobre cinema, música, entre outras coisas.
Quando finalmente ela apareceu, a expressão de alegria no rosto de Daniel era algo impressionante. Ele olhava para ela, olhava para mim e eu, ansiosa, queria saber mais. Ele apenas disse: "Mô, ela é loirinha e tem o cabelo pixain igual ao teu" (na verdade, ela estava ainda meladinha e por isso o cabelo enrolado). Ainda no centro cirúrgico, a enfermeira esfregou o rostinho dela no meu (minhas mãos estavam presas pelo soro e pelo marcador de pressão), sua boquinha em meu seio. Eu estava feliz e tranquila.
Não tenho do que reclamar, Lina mamou fácil, tive acompanhamento de minha mãe durante 20 dias e um marido atencioso que se revelou um grande apaixonado. Lina nasceu cercada de saúde e amor, isso é até hoje o que mais importa.
Ao netinho da Jô desejo uma vida feliz e cheia de saúde e que sua mãe se recupere logo.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Grudinho

Desde que voltamos de viagem que a menina é a mais carinhosa e apaixonada do mundo. É "mamãe" pra cá, "mamãe" pra lá! E não sai do meu pé. Ontem, saímos eu e Daniel para o cinema deixando a pequena com a vovó Ana. Quando cheguei, ela contou de que ela não parava de me chamar e acordou várias vezes perguntando por mim. De manhã, quando acordou, fez muito carinho no meu rosto, deu muitos beijinhos e pediu retribuição.
O pai, acostumado a ser o favorito, agora tem que dividir as atenções com essa mamãe aqui. Ela sempre deu preferência ao colo dele, aos carinhos dele, mas agora é tudo dividido, depende de seu humor. Eu nunca tive ciúmes dos dois. De verdade. Achava lindo aquela relação tão apaixonada, mas devo confessar que estou adorando virar o grudinho dela.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

10 dias sem ela

Fazia tempo que a gente planejava essa viagem, mas como aquela do início do ano não deu certo, eu dizia que só acreditava que estava viajando quando estivesse dentro do avião ou em solo europeu. Eis que fomos! Deixamos a pequena com minha mãe em Fortalez e de lá partimos rumo à Itália. Lá ela teve toda atenção, ajuda e amor que fosse possível. Minha irmã tirou férias do trabalho só para ficar com ela.
Claro que morremos de saudades. Eu não podia ver um pombinho na rua ou criança correndo na rua que já me derretia toda, mas confiava que ela estava bem. Minha mãe seguiu direitinho todas as recomendações: horários e cardápio de alimentação, brincadeiras e sono.
Lina aproveitou para brincar muito com avós, tios e tias. No calçadão da Beira Mar, nos vários parques da cidade (e dos shoppings), na casa dos familiares. Enquanto isso, do outro lado do Atlântico, papai e mamãe relembravam os velhos tempos de sair sem rumo, sem sacola, mamadeira, comidinhas... foi bom! Mas melhor ainda foi matar a saudade da pequena e ver aquele sorrisão no rosto e carinho no nosso reencontro.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Lina e os sapatos da mamãe


Achei que fosse demorar mais para ver essa cena.
Definitivamente a bebezinha foi embora e deixou uma menina doce e danada (que calça os sapatos da mamãe e sai andando pela casa).
Hoje chegou um casaco que eu havia deixado na lavanderia. Ela teimou em vesti-lo e saiu exibida mostrando para a babá.
Ela também adora meus colares e pulseiras. Coloca vários, desfila, olha-se no espelho e se acha linda.
E é linda mesmo essa Lina!

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Depoimentos III

A tia Marina e o tio Victor (este irmão do papai da Lina) também relatam um pouco da entrada da pequena em suas vidas:

Querida Lina,

Como descrever tudo que você representa em nossas vidas? Desde que sua mãe sugeriu que falássemos de você me pego pensando em como poderia usar simples palavras para descrever um sentimento tão grande... O que podemos dizer?!

Tenho certeza que nosso amor começou desde a hora que seu tio ficou sabendo que sua mãe estava grávida e, imediatamente, ligou para mim que, não podendo conter tanta felicidade, comecei a gritar na biblioteca do Centro de Humanidades. Ainda com tanta empolgação, liguei para sua mãe que não poderia estar mais radiante e feliz (imagina só... senti tudo isso pelo tom de voz dela!).

Desde essa grande notícia, nossas vidas, minha e de seu tio coruja, mudaram para sempre (tenho certeza!). Nós não poderíamos estar mais felizes... só falávamos em ir para São Paulo para ver seus pais e ficarmos mais pertinho de você, que já recebia tantos cuidados! Sempre ansiosos por notícias de como você estava crescendo dentro da barriga (que virou barrigão) de sua mãe.

O tempo passou e quando pensei que já sentíamos um grande amor por você, tive uma surpresa! No dia 06 de fevereiro de 2009, aquele amor que era grande... pôde ficar maior! Jamais esquecerei a cara do seu tio ansioso esperando carregar a foto para podermos ver pela primeira vez o seu rostinho... Princesa, você não imagina a nossa emoção! Ao lhe ver não pude conter minha lágrimas! Era a nenê mais linda que a titia já tinha visto!!! Simplesmente perfeita!!!!!! A partir de então seu tio passou a ser mais bobo ainda por você. Só falava da Lina... em como você era grande, em como nasceu bonita e em como não agüenta esperar para lhe ver pessoalmente! Na primeira oportunidade fizéssemos isso e não poderia ter sido mais encantador nosso encontro no seu quartinho tão bem arrumado pela mamãe.

Agora, estamos aqui... você já tem um aninho e a cada dia somos mais apaixonados por você! Eu bem lembro como ficava ansiosa a cada semana esperando suas fotos para aliviar um pouquinho da saudade que essa grande distância me proporciona. Isso sempre acontecia quando eu via seus cachinhos dourados e seu rostinho sempre sorridente e sapeca!

O amor de seu tio por você então nem se fala. Cada vez que vai para sua casa, volta mais encantado com seu jeitinho. Quando chega aqui, não para de falar para todos como você brincou com ele, como você é esperta e adora contar que você sente a falta dele (“papai, mamãe, nenê... titio ôôô titio”) depois que vai embora. Realmente, nunca pensei que veria seu tio tão encantado!

Enfim, seu jeitinho carinhoso, amoroso, sorridente, mesmo com toda a distância, nos faz querer sempre estar pertinho. Adoramos ouvir cada historinha sua e a cada uma delas sentimos mais orgulho das descobertas da nossa princesa que só trouxe alegria e amor para todas as pessoas em sua volta! Não poderíamos sentir mais amor por uma pequena tão especial!

Amamos você!

Beijos dos tios,

Victor e Marina.


Esses dois curtiram cada momento da gravidez, cada foto publicada, cada novidade. A tia Marina foi a primeira a presenteá-la com um livrinho de história. Hoje Lina adora brincar com os dois. Felizes somos de tê-los em nossas vidas, Lina!

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Depoimentos II

Dando continuidade à série de depoimentos, fala a Vovó Ana (mãe da mãe):

Atendendo ao pedido da Sabrina, estou aqui dando o meu depoimento sobre a pessoa que passou a fazer parte da minha vida. Não consigo passar um segundo sem pensar na Lina. Sempre que acordo, a minha primeira preocupação é pegar o telefone para saber como ela passou a noite, sem contar que durante o dia, ligo 3, 4 ou até mais vezes para saber como ela está. Tudo o que vejo, sempre lembra a Lina: o sorriso de uma criança, um livro de histórias infantis. E os palhaços “Patati e Patatá”? Esse nem se fala...

Não conto as vezes que estou cantarolando as musiquinhas dos dois ídolos da minha neta. Assim como a música do macaco que ela dança com tanto ritmo e alegria, fazendo uma coreografia perfeita, questionável para uma criança de sua idade. Aprendi com a minha saudosa mãe que ser avó é ser mão duas vezes. E , a cada dia, procuro me aperfeiçoar nessa profissão. Lina é uma criança encantadora. Ela irradia alegria, tem um carisma que ninguém consegue descrever. Está sempre dando beijinhos e abraços nas pessoas com quem convive.

O maior presente que recebi de Deus foi a chegada de Lina, pois ela voltou a preencher o ninho que estava ficando vazio com a saída da Sabrina e da Livia. Estava sentindo que a Luma estava andando com seus pés e eu já não ocupava tanto espaço em sua vida. Hoje tem a Lina para continuar a minha missão de mãe. Gosto de sua presença, de abraçá-la, beijá-la, cantar para ela dormir e se possível ficar observando o seu sono que é sempre muito agitado.

Sabrina, o amor que sinto pela Lina é incondicional. Sempre que tenho que deixá-la passo muitos dias cantando a música do Roberto Carlos que foi feita para uma pessoa que ele amava muito. Mas, se eu tivesse o dom de escrever, tenho certeza de que teria feito a mesma música para ela. Ali naquela canção, eu consigo descrever tudo o que sinto pela Lina. Já ensinei várias crianças a cantar a canção da Lina, principalmente quando fala: ”Como é grande o meu amor por você. Nem mesmo o céu, nem as estrelas, nem mesmo o mar ou o infinito, não é maior que o meu amor, nem mais bonito”.

Já não consigo escrever mais nada, pois agora estou fazendo o que não gostaria: chorando. Mas gostaria de deixar bem claro, que vou continuar o que minha mãe me ensinou: ser a avó mais presente do mundo, em todos os momentos de sua vida.

Lina, que Deus te abençoe e a cada dia lhe ilumine para você continuar sendo essa estrelinha cheia de luz. E que seu brilho seja para sempre.

Sua avó que te ama...

Ana Luiza - 30 de agosto de 2010.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Ela sabe o que quer

Ela avisa que não quer manga, mas quer "fuco" de manga e não tem quem faça ela comer. Ela quer assistir o dvd do "auauai" (cachorro) e não o do macaco. Não tente confundi-la, vc não vai conseguir, ela agora sabe o que quer!
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Novas palavrinhas:
ufo = urso
fuco = suco
não = não (bem redondo)
totó = cocó = galinha
isa = luisa
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Mamãe gerando traumas
Ela entra no escritório e me puxa pela mão para dançar com ela. Explico que agora não posso, mamãe tem que acabar a tese. Essa desculpa repetidamente (inclusive nos sábados e domingos) me faz perguntar, em silêncio, se não vai gerar trauma na criança. De tanto ver a mãe rodeada de livros, anotações e descabelada, talvez ela decida ser hippie numa comunidade alternativa da Bahia sem ao menos ter se alfabetizado. Será?

quinta-feira, 1 de julho de 2010

segunda-feira, 28 de junho de 2010

E ela dançou sim!

A festa junina da escolinha foi sábado passado. E eu sou a mais orgulhosa do mundo por dizer que a pequena dançou lindamente! Bateu os pezinhos, levantou os bracinhos, rodopiou. Eu queria chorar de emoção, mas me segurei porque estava no cantinho do palco passando segurança para aquele pedacinho de gente tão feliz e independente!
Bastava ela me olha, falar o "mamãe" que eu sorria e ela se sentia confiante... e dançava seguindo as professoras. E a mamãe, que nasceu no dia de São João, nunca vai esquecer esse dia tão ensolarado e feliz!
ps - fiz upload de um videozinho da dança para o youtube, quem estiver interessado (a), me escreve que mando!

domingo, 13 de junho de 2010

Exatos 2 anos de Lina em minha vida

Eu descobri que estava grávida no dia 13 de junho de 2008 - dia de Santo Antônio! Foi um dos dias mais felizes da minha vida. Lembro de cada detalhe daquele dia:
Minha menstruação estava atrasada 1 semana. Eu tinha feito um teste de farmácia há uns 5 dias e tinha dado negativo, então resolvi marcar uma consulta com minha ginecologista porque jurava que estava com algum problema. Não pode um exame de gravidez dá negativo e a pessoa continuar sem menstruar se não for um problema de saúde, não? Ledo engano, pode o teste estar errado pq fazia tão pouco tempo que eu tinha engravidado que não era possível detectar os hormônios na urina!
Fui às 8 hrs da manhã conversar com a minha querida dra. Claudia. E num ultrasom transvaginal, a médica sorrindo sugeriu que eu estava mesmo grávida. Eu queria chorar de felicidade, mas não me permiti até a confirmação por um exame de sangue que ela recomendou (e horas depois também confirmou). Liguei para o Daniel do consultório, antes do exame de sangue:
- Oi, Mô! Tô te ligando para te dizer que tô.
- Tá o quê? Com um problema?
- Não, grávida!
- Grávida, como assim? Tem certeza? Mas não pode.
- Pode sim. Olha que pode mesmo!
E depois de tudo confirmado. Eu não parava de chorar de felicidade. Liguei primeiro para minha mãe, que não esperou nem a segunda frase. Logo depois de eu contar, ela já gritava aos quatro ventos que seria avó. Depois, liguei para meu pai (que ficou tão em choque quanto Daniel). E depois foi só festa. Lágrimas, sorrisos, ligações de todos os cantos.
Almocei com Daniel perto do trabalho dele para comemorarmos. Não comemos nada nesta refeição. Só sorríamos e chorávamos.
Eu estava com mais ou menos 6 semanas. E as 33 semanas foram de expectativa em conhecer a pequena Lina, que chegou aos meus braços no dia 06 de fevereiro de 2009!

terça-feira, 8 de junho de 2010

O outro filho: a tese

Esse fim de tese tem sido um sufoco. Não tenho fim de semana, feriado e muito pouco tempo de lazer. Até Daniel já conta as semanas para a entrega (enquanto eu tento de toda maneira pensar que o tempo é relativo e pode passar rápido para chegar logo o fim e curtir novamente a vida, mas lentamente para eu dar conta de todas as obrigações acadêmicas). Neste turbilhão, Lina, mais uma vez, me tira da dura realidade apresentando gracinhas do cotidiano que me encantam e tiram por alguns segundos deste mundo de fichamentos, palavras, imagens, mapas, revisões, ABNT! Um dia escreverei um post sobre o processo insano que é finalizar uma tese. Por enquanto, tento aqui explicar meu sumiço nesse blog que deveria registrar seu crescimento.
Nesta reta final, lembrei do texto de agradecimento de um belíssimo livro que me fez enxergar com outros olhos a relação dos filhos com os pais doutorandos.
"Ao meu filho João, que já suportou quatro teses na sua infância: as minhas e as do pai. Apesar do seu envolvimento com nosso trabalho, sei que não foi nada fácil para ele aguentar a mãe grudada no computador, esperar o término desta tese, entender o seu significado. em junho de 1996, aflito diante da minha demora para finalizá-la, propôs a seguinte solução: 'mãe, por que você não escreve assim: concluí que o Antônio Candido e os outros eram intelectuais, ponto final, e entrega a tese de doutorado?'. E foi o que fiz, um mês antes de seu aniversário de dez anos". (PONTES, Heloisa. Destinos Mistos. Os críticos do grupo Clima em São Paulo. 1940-1968. São Paulo, Companhia das Letras, 1998).
Definitivamente, dedicarei essa tese que nasce de um longo parto normal à minha pequena Lina, por todas as horas que lhe foram roubadas. Aguenta mais um pouco, pequena! Tá acabando...

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Onde vai parar tanto amor?

Meu Deus, Lina está cada dia mais apaixonante. Não, não só sou eu, mãe coruja que acho. Amigas, a amigos, vizinhos, desconhecidos, todos andam encantados com a fofura dela. Ela também é uma conquistadora. Por onde passa agora dá tchauzinho, manda beijo, sorrisos. Até o pobre zelador do prédio, com quem ela implicava desde o nascimento (coitado, vivia tentando agradá-la, mas ela não queria papo, fazia bico para qualquer gesto dele), ganhou hoje um sorriso na portaria.
E cada dia ela desenvolve mais sua arte da sedução. Uma simples consulta de revisão vira um acontecimento com coraçõezinhos voando pelo ar. No consultório da pediatra, ela soltou um "miau" bem alto ao fim da música do "atirei o pau no gato". Até a médica começou a rir com a felicidade dela ao perceber que acertou a hora do "grand finale" e ficou toda derretida. No estacionamento, mandou beijos para a moça do caixa. Deu tchau para o manobrista.
Ai, ai, eu estou completamente apaixonada por ela e não sei onde tanto amor vai parar!

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Mamãe dodói

Mãe não devia ficar doente nunca! Quem cuida do nenê se a mãe tá na cama, enrolada no edredon, com febre e calafrios, a garganta em frangalhos? Ai, não! Mãe deveria ter imunidade garantida até o filho (mais novo) alcançar 15 anos de idade, pelo menos.
Peguei a virose que Lina teve na semana passada. Acho que andei muito estressada com entrega de capítulo da tese, trabalhei demais, me alimentei mal. Para completar, no fim de semana, eu quase não dormi cuidando da bebê que tossindo muito e com nariz entupido, quase não descansou.
Resultado de tantos maus tratos ao meu organismo: dor no corpo, dor de cabeça, garganta inflamada - ontem a virose chegou com força total!
O pior é que ontem foi o dia que eu tinha reservado para vacinar a Lina. E ela teve um pouquinho de reação (chorinho à noite e febre baixinha). A nossa sorte foi ter a vovó Ana por perto. Assim, vovó cuidou da mamãe e da netinha.
Ainda bem que mãe tem mãe!

terça-feira, 4 de maio de 2010

Salvou meu dia

Cheguei em casa depois de assistir uma defesa de tese que me lembrou o quanto é difícil apresentar sua produção acadêmica de 4 anos. Ainda tive que passar no supermercado. O trânsito estava terrível... mas, cheguei!
Fui recebida por uma menininha cheia de saudades e de amor para dar. Me puxava pela mão para o quarto, pedia para eu ler os livrinhos; depois me levava até a varanda, mostrava as plantinhas. Descobriu que eu e ela tínhamos nariz. Pediu para eu cantar o "pintinho amarelinho" (de novo). Me fez brincar de bola. Chorou quando eu disse que não era hora de assitir dvd, mas depois me abraçou.
Levou-me até o banheiro e fez questão de que eu assistisse o seu banho. E não deixou que eu saísse de perto até que ela dormisse. Ai, até esqueci o dia difícil que tive!!! Coisa gostosa é ter bebê saudosa de mamãe (e olha que eu fui pegá-la no colégio e assisti seu almoço).