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segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

As férias de Lina

Eu queria ter as férias de Lina.
Aqui em Fortaleza, acordamos cedinho e vamos à Praia do Futuro. Brincamos na areia pertinho do mar, fazemos castelinhos de areia e catamos conchinhas na praia. Tomamos água de coco, comemos banana e tiramos o sal com um belo banho de chuveiro. Ela ri, corre na areia e pede água de novo. Voltamos para casa cantando no carro. Em casa, vovó Ana enche a piscina inflável e ela tem direito a mais meia hora de água. Ela almoça baião de dois e toma suco de cajá! Dorme na rede da (e com) a vovó.
Quando acorda, brinca um pouco com a madrinha e, no fim da tarde, vai para a Beira Mar encontrar toda turma: Pateta, Minie, Mônica no trem da alegria!
Vida dura, hein, Lina? Nada de preocupações, nem stress... só "dilicia" como ela mesma diz!!!

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

10 dias sem ela

Fazia tempo que a gente planejava essa viagem, mas como aquela do início do ano não deu certo, eu dizia que só acreditava que estava viajando quando estivesse dentro do avião ou em solo europeu. Eis que fomos! Deixamos a pequena com minha mãe em Fortalez e de lá partimos rumo à Itália. Lá ela teve toda atenção, ajuda e amor que fosse possível. Minha irmã tirou férias do trabalho só para ficar com ela.
Claro que morremos de saudades. Eu não podia ver um pombinho na rua ou criança correndo na rua que já me derretia toda, mas confiava que ela estava bem. Minha mãe seguiu direitinho todas as recomendações: horários e cardápio de alimentação, brincadeiras e sono.
Lina aproveitou para brincar muito com avós, tios e tias. No calçadão da Beira Mar, nos vários parques da cidade (e dos shoppings), na casa dos familiares. Enquanto isso, do outro lado do Atlântico, papai e mamãe relembravam os velhos tempos de sair sem rumo, sem sacola, mamadeira, comidinhas... foi bom! Mas melhor ainda foi matar a saudade da pequena e ver aquele sorrisão no rosto e carinho no nosso reencontro.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Depoimentos II

Dando continuidade à série de depoimentos, fala a Vovó Ana (mãe da mãe):

Atendendo ao pedido da Sabrina, estou aqui dando o meu depoimento sobre a pessoa que passou a fazer parte da minha vida. Não consigo passar um segundo sem pensar na Lina. Sempre que acordo, a minha primeira preocupação é pegar o telefone para saber como ela passou a noite, sem contar que durante o dia, ligo 3, 4 ou até mais vezes para saber como ela está. Tudo o que vejo, sempre lembra a Lina: o sorriso de uma criança, um livro de histórias infantis. E os palhaços “Patati e Patatá”? Esse nem se fala...

Não conto as vezes que estou cantarolando as musiquinhas dos dois ídolos da minha neta. Assim como a música do macaco que ela dança com tanto ritmo e alegria, fazendo uma coreografia perfeita, questionável para uma criança de sua idade. Aprendi com a minha saudosa mãe que ser avó é ser mão duas vezes. E , a cada dia, procuro me aperfeiçoar nessa profissão. Lina é uma criança encantadora. Ela irradia alegria, tem um carisma que ninguém consegue descrever. Está sempre dando beijinhos e abraços nas pessoas com quem convive.

O maior presente que recebi de Deus foi a chegada de Lina, pois ela voltou a preencher o ninho que estava ficando vazio com a saída da Sabrina e da Livia. Estava sentindo que a Luma estava andando com seus pés e eu já não ocupava tanto espaço em sua vida. Hoje tem a Lina para continuar a minha missão de mãe. Gosto de sua presença, de abraçá-la, beijá-la, cantar para ela dormir e se possível ficar observando o seu sono que é sempre muito agitado.

Sabrina, o amor que sinto pela Lina é incondicional. Sempre que tenho que deixá-la passo muitos dias cantando a música do Roberto Carlos que foi feita para uma pessoa que ele amava muito. Mas, se eu tivesse o dom de escrever, tenho certeza de que teria feito a mesma música para ela. Ali naquela canção, eu consigo descrever tudo o que sinto pela Lina. Já ensinei várias crianças a cantar a canção da Lina, principalmente quando fala: ”Como é grande o meu amor por você. Nem mesmo o céu, nem as estrelas, nem mesmo o mar ou o infinito, não é maior que o meu amor, nem mais bonito”.

Já não consigo escrever mais nada, pois agora estou fazendo o que não gostaria: chorando. Mas gostaria de deixar bem claro, que vou continuar o que minha mãe me ensinou: ser a avó mais presente do mundo, em todos os momentos de sua vida.

Lina, que Deus te abençoe e a cada dia lhe ilumine para você continuar sendo essa estrelinha cheia de luz. E que seu brilho seja para sempre.

Sua avó que te ama...

Ana Luiza - 30 de agosto de 2010.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Mamãe dodói

Mãe não devia ficar doente nunca! Quem cuida do nenê se a mãe tá na cama, enrolada no edredon, com febre e calafrios, a garganta em frangalhos? Ai, não! Mãe deveria ter imunidade garantida até o filho (mais novo) alcançar 15 anos de idade, pelo menos.
Peguei a virose que Lina teve na semana passada. Acho que andei muito estressada com entrega de capítulo da tese, trabalhei demais, me alimentei mal. Para completar, no fim de semana, eu quase não dormi cuidando da bebê que tossindo muito e com nariz entupido, quase não descansou.
Resultado de tantos maus tratos ao meu organismo: dor no corpo, dor de cabeça, garganta inflamada - ontem a virose chegou com força total!
O pior é que ontem foi o dia que eu tinha reservado para vacinar a Lina. E ela teve um pouquinho de reação (chorinho à noite e febre baixinha). A nossa sorte foi ter a vovó Ana por perto. Assim, vovó cuidou da mamãe e da netinha.
Ainda bem que mãe tem mãe!