terça-feira, 8 de junho de 2010

O outro filho: a tese

Esse fim de tese tem sido um sufoco. Não tenho fim de semana, feriado e muito pouco tempo de lazer. Até Daniel já conta as semanas para a entrega (enquanto eu tento de toda maneira pensar que o tempo é relativo e pode passar rápido para chegar logo o fim e curtir novamente a vida, mas lentamente para eu dar conta de todas as obrigações acadêmicas). Neste turbilhão, Lina, mais uma vez, me tira da dura realidade apresentando gracinhas do cotidiano que me encantam e tiram por alguns segundos deste mundo de fichamentos, palavras, imagens, mapas, revisões, ABNT! Um dia escreverei um post sobre o processo insano que é finalizar uma tese. Por enquanto, tento aqui explicar meu sumiço nesse blog que deveria registrar seu crescimento.
Nesta reta final, lembrei do texto de agradecimento de um belíssimo livro que me fez enxergar com outros olhos a relação dos filhos com os pais doutorandos.
"Ao meu filho João, que já suportou quatro teses na sua infância: as minhas e as do pai. Apesar do seu envolvimento com nosso trabalho, sei que não foi nada fácil para ele aguentar a mãe grudada no computador, esperar o término desta tese, entender o seu significado. em junho de 1996, aflito diante da minha demora para finalizá-la, propôs a seguinte solução: 'mãe, por que você não escreve assim: concluí que o Antônio Candido e os outros eram intelectuais, ponto final, e entrega a tese de doutorado?'. E foi o que fiz, um mês antes de seu aniversário de dez anos". (PONTES, Heloisa. Destinos Mistos. Os críticos do grupo Clima em São Paulo. 1940-1968. São Paulo, Companhia das Letras, 1998).
Definitivamente, dedicarei essa tese que nasce de um longo parto normal à minha pequena Lina, por todas as horas que lhe foram roubadas. Aguenta mais um pouco, pequena! Tá acabando...

2 comentários:

Paloma Varón disse...

Então, por favor, conclua logo que a Lina Bo Bardi era gênia e vai passear com a (sua) Lina no Sesc Pompeia, fazfavô? Hehehehe.
Boa sorte, menina, vai sair uma linda tese, tenho certeza, pois os filhos nos inspiram!
Beijos

Ceci disse...

Garra! e adoro essa frase que meu ex-chefe dizia: "melhor um final horroroso, do que um horror sem fim". rs