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domingo, 24 de abril de 2011

Novas viroses

Eis que depois de muitas noites sem dormir e muitas idas ao pediatra, chegamos ao diagnostico da doenca da Lina: estomatite.
Sim, o mesmo vírus que está causando aqui em São Paulo essa epidemia de conjutivite (tenho mais de 6 alunos com a tal doença) em bebês pode se manifestar como uma inflamação na boca. O quadro se apresentou com febre alta, depois a inflamação na boca, seguido de diarréia e bolinhas nas mãos e/ou pés (lina não teve este último sintoma).
A boa notícia é que dura em média 1 semana. O tratamento é apenas para amenzar a dor, nada de antibióticos pq se trata de vírus. A menina emagreceu a olhos vistos, estou até sem coragem de pesar, mas está bem disposta e feliz.
Mamães, fiquem atentas a esses sintomas!

segunda-feira, 5 de julho de 2010

A primeira birra...a gente nunca esquece!

Era noite de domingo, bebê cansada de tanto brincar. Tinha dormido pouco à tarde por conta dos compromissos sociais do papai e da mamãe. Assim, só podia se esperar que a menina estivesse caindo de sono antes da hora.
Mamãe não percebeu isso. Aliás, só percebeu quando já era tarde demais. Bebê fez o maior escândalo do mundo porque queria (de qualquer jeito) brincar de fazer bolhinhas de sabão no quarto. Não conseguiu, se irritou, molhou o chão. Mamãe toma o brinquedo para evitar o pior. Ai, o escândalo começa de verdade: bateu os pés e chorou. Chora muito, como se mamãe tivesse causado uma mágoa muito profunda, como se tivesse rompido com o primeiro futuro namorado, como se tivesse perdido a viagem dos sonhos... de maneira que seu rostinho fica vermelhor e completamente molhado de lágrimas. Oh, dó!!!
Papai aparece no quarto desesperado com o choro tão incomum da pequena. Sai com ela nos braços, mas de nada adianta. Ela agora chora sem nem saber o porquê. Com muito esforço, mamãe consegue distrai-la com o gavetão de brinquedos velhos, mas agora com histórias sobre eles. Mamãe faz graça e bebê esquece daquela birra. Mamãe antecipa o banho e bebê dorme feliz com dedinho da boca como se nada tivesse acontecido. Mas a mamãe aqui foi dormir cansada e triste!
Começou a fase das birras ou era só sono? Ou os dois? Em breve, cenas dos próximos capítulos...

terça-feira, 8 de junho de 2010

O outro filho: a tese

Esse fim de tese tem sido um sufoco. Não tenho fim de semana, feriado e muito pouco tempo de lazer. Até Daniel já conta as semanas para a entrega (enquanto eu tento de toda maneira pensar que o tempo é relativo e pode passar rápido para chegar logo o fim e curtir novamente a vida, mas lentamente para eu dar conta de todas as obrigações acadêmicas). Neste turbilhão, Lina, mais uma vez, me tira da dura realidade apresentando gracinhas do cotidiano que me encantam e tiram por alguns segundos deste mundo de fichamentos, palavras, imagens, mapas, revisões, ABNT! Um dia escreverei um post sobre o processo insano que é finalizar uma tese. Por enquanto, tento aqui explicar meu sumiço nesse blog que deveria registrar seu crescimento.
Nesta reta final, lembrei do texto de agradecimento de um belíssimo livro que me fez enxergar com outros olhos a relação dos filhos com os pais doutorandos.
"Ao meu filho João, que já suportou quatro teses na sua infância: as minhas e as do pai. Apesar do seu envolvimento com nosso trabalho, sei que não foi nada fácil para ele aguentar a mãe grudada no computador, esperar o término desta tese, entender o seu significado. em junho de 1996, aflito diante da minha demora para finalizá-la, propôs a seguinte solução: 'mãe, por que você não escreve assim: concluí que o Antônio Candido e os outros eram intelectuais, ponto final, e entrega a tese de doutorado?'. E foi o que fiz, um mês antes de seu aniversário de dez anos". (PONTES, Heloisa. Destinos Mistos. Os críticos do grupo Clima em São Paulo. 1940-1968. São Paulo, Companhia das Letras, 1998).
Definitivamente, dedicarei essa tese que nasce de um longo parto normal à minha pequena Lina, por todas as horas que lhe foram roubadas. Aguenta mais um pouco, pequena! Tá acabando...

domingo, 16 de maio de 2010

O dia em que a papinha pronta venceu

Primeiro prato: comidinha feita pela babá. Insisto, insisto e ela não abre a boca. Faz cara de quem vai vomitar e depois muitos "nãos" com a cabeça.
Segundo prato: comida de gente grande. O nosso almoço, uma bela macarronada feita pela vovó Ana. Nada de novo!
Eu mostro banana, suco, mamão. E ela não aceita.
Terceiro prato: estrogonofinho de carne pronto no vidrinho. Esquento no microondas e ela abre o bocão. Devora tudo. Inclusive com as próprias mãos (sim, essa é outra mania, quer comer sozinha). eu fico olhando o prato vazio sem entender. Mas respiro aliviada porque pelo menos esta refeição ela fez direito.
Eu definitivamente não entendo o que está acontecendo. Já faz uns três dias que fazer Lina comer é praticamente uma operação de guerra. Ela sempre foi boa de prato. Este blog é testemunha!
Enfim, espero que seja apenas uma fase... e que esta passe logo!

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Mamãe dodói

Mãe não devia ficar doente nunca! Quem cuida do nenê se a mãe tá na cama, enrolada no edredon, com febre e calafrios, a garganta em frangalhos? Ai, não! Mãe deveria ter imunidade garantida até o filho (mais novo) alcançar 15 anos de idade, pelo menos.
Peguei a virose que Lina teve na semana passada. Acho que andei muito estressada com entrega de capítulo da tese, trabalhei demais, me alimentei mal. Para completar, no fim de semana, eu quase não dormi cuidando da bebê que tossindo muito e com nariz entupido, quase não descansou.
Resultado de tantos maus tratos ao meu organismo: dor no corpo, dor de cabeça, garganta inflamada - ontem a virose chegou com força total!
O pior é que ontem foi o dia que eu tinha reservado para vacinar a Lina. E ela teve um pouquinho de reação (chorinho à noite e febre baixinha). A nossa sorte foi ter a vovó Ana por perto. Assim, vovó cuidou da mamãe e da netinha.
Ainda bem que mãe tem mãe!

terça-feira, 4 de maio de 2010

Salvou meu dia

Cheguei em casa depois de assistir uma defesa de tese que me lembrou o quanto é difícil apresentar sua produção acadêmica de 4 anos. Ainda tive que passar no supermercado. O trânsito estava terrível... mas, cheguei!
Fui recebida por uma menininha cheia de saudades e de amor para dar. Me puxava pela mão para o quarto, pedia para eu ler os livrinhos; depois me levava até a varanda, mostrava as plantinhas. Descobriu que eu e ela tínhamos nariz. Pediu para eu cantar o "pintinho amarelinho" (de novo). Me fez brincar de bola. Chorou quando eu disse que não era hora de assitir dvd, mas depois me abraçou.
Levou-me até o banheiro e fez questão de que eu assistisse o seu banho. E não deixou que eu saísse de perto até que ela dormisse. Ai, até esqueci o dia difícil que tive!!! Coisa gostosa é ter bebê saudosa de mamãe (e olha que eu fui pegá-la no colégio e assisti seu almoço).

sexta-feira, 12 de março de 2010

bebê caidinho

Tem coisa pior do que ver nosso filho caidinho? Acho que não. Nem reclamo mais das várias noites que não durmo direito, quero agora só que ela melhore.
Tudo começou domingo com o nariz escorrendo. Na segunda, achei melhor não levá-la para a escolinha. Ficou em casa brincando, mas no fim da tarde amoleceu. Resmungava toda hora, pedia colo com dedinho na boca. Dei alivium para passar a dorzinha de cabeça. Achei que era reação da vacina (que os médicos alertaram que poderia acontecer 4 dias depois da dose), mas ela chorou muito a noite. Praticamente não dormimos.
Desde quarta então a rotina é de limpar nariz com soro fisiológico, dar colinho, beijinho, eventualmente alivium para passar a dor de cabeça. Com o tempo seco de São Paulo, sua respiração só piora e as noites estão sendo catastróficas (de dia, ela até que fica bem).
Já coloquei vários baldes no quarto dela à noite (a babá riu e disse que parecia macumba no quarto). Já dei banhos longos para ajudar na respiração, mas não tem efeito prolongado. Sugeriram-me comprar um umidificador de ambiente. Será que adianta? Quatro dentes romperam esta semana. Imagino que isto também deve estar incomodando...
Ai, só quero que ela fique boa logo!

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Nervos à flor da pele

Sim, tô bem nervosa! TPM braba, vovó paterna doentinha, reunião de pais da escolinha da Lina, véspera de entrega de relatório de bolsa do doutorado, reunião com a orientadora, preparativos para a festinha da Lina, viagem marcada, ansiedade da separação.
Ufa, eh motivo sufiente, não?
Amanhã será o primeiro dia de aula da Lina. Depois escrevo contando como foi.