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quinta-feira, 14 de abril de 2011

O desfralde - capítulo 01 encerrado

Acho que posso considerar a primeira etapa do desfralde encerrada. Tiramos a fralda do dia de Lina sem grandes transtornos. Ela pede para fazer coco e xixi sem problemas. Nesse processo, que hoje completa 20 dias, poucos escapes. Em geral, esses ocorriam quando ela estava um pouco mais sensível, especialmente no dia em qua dou aula de manhã e de noite. Mas acho que foi relativamente tranquilo.
A questão agora é saber a hora de tirar a fralda da noite. Já está na hora? Aguardamos mais tempo? Ela dá sinais de que não quer mais aquele "trambolho". Esperneia para não colocar a fralda antes de dormir e, assim que acorda, pede para tirar.
Feliz com mais um passinho da nossa vida.
E como foi com vcs, mamães? Quanto tempo depois da fralda do dia tiraram a fralda da noite?

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Um passo de cada vez

A primeira semana na escolinha nova da Lina foi tranquila. Tranquila demais, eu diria! Fiquei na sala com ela apenas nos dois primeiros dias; no terceiro dia, fui para a cozinha com as outras mães, afastadas. Neste dia, a professora me chamou e confidenciou que Lina parecia muito tranquila, eu podia ir embora no dia seguinte. Isso foi muito bom pq eu precisava adiantar os preparativos do aniversário dela (muita correria, que fica para outro post). Respirei aliviada!
Mas desde ontem a situação mudou... o soninho depois do almoço chegou com força total e ela chegou muito cansada! Ela chorava agarrada no meu vestido, eu não esperava aquela cena logo na segunda semana. Entreguei a professora e fiquei rodeando a escola esperando notícias. 15 minutos depois a coordenadora ligou avisando que ela tinha dormido, eu podia pegá-la 1 hora depois. Me senti desamparada e assustada como ela. Teria tomado a decisão certa?
Hoje foi uma tarde de intensivão. Ela foi caindo de sono no carrinho (até achei que ela iria dormir no caminho) e começou a chorar já no portão da escolinha. A professora (diga-se de passagem, MARAVILHOSA) perguntou se eu poderia ficar ali mais umas horas. Perguntou se alguma coisa tinha mudado na rotina dela. Expliquei que a casa estava cheia por conta da festinha de aniversário, avós em casa, tias etc. Ela pediu que eu tivesse calma. Ela teria que (re) aprender a confiar na escolinha.
E assim, foi minha tarde. DO lado dela, brincando, assistindo, participando até que 2 horas depois ela me deixou sair para tomar café. Meia hora depois, soube que ela tinha dormido no colinho da assistente. Vim para casa, tomei banho e voltei. Esperei, esperei, esperei... até que ela apareceu tranquila no pátio, me chamando para participar da contação de história.
Assim, aprendi a dar um passo de cada vez... o processo continua!

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Mamãe doutora!

Agora estamos definitivamente livres do doutorado. Mamãe defendeu a tese na segunda-feira. Tudo deu muito certo, mamãe ainda está de ressaca de tanto cansaço e tensão acumuladas. Lina ganhou de presente não só uma mãe (um pouco) mais tranquila como também vários dias com toda família por perto. Sim, por que vcs sabem como é família cearense, ne? Participam, torcem, choram, sofrem e festejam (e muito!!!) cada momento. Estiveram aqui vovô, vovós, titios, titias, dinda e um monte de gente querida acompanhar os momentos de tortura da mamãe frente a uma banca de 5 professores... mas, passou, passou! E depois foi só festa!
Durante as mais de 4 horas de defesa, Lina ficou em casa. Depois o tio Victor foi pegá-la para dar um abração na mamãe. Mamãe ficou toda orgulhosa porque todos lembravam o quanto era difícil finalizar um doutorado em quatro anos e mais difícil ainda com uma bebezinha. E foi para ela que dediquei a tese: "para minha querida Lina". Claro que papai ganhou um agradecimento especial, mas ela merecia uma dedicatória por tantas horas roubadas, tantos momentos que a mamãe poderia ter curtido descansada, por tanta angústia que presenciou nos momentos finais. Mas, acabou, e acabou bem!
Lina brilhou na comemoração. De vestido preto de bolinhas, sapato vermelho e muitos cachos dourados, ela correu, pulou, sorriu, cantou e distribuiu beijos. Eu estava mais orgulhosa dela ali tão feliz e faceira do que da tese defendida. Agora, mamãe sai de férias merecidas (por aqui mesmo) e em busca de novos caminhos!

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Nossa primeira árvore de Natal

Sempre que saíamos na rua, Lina apontava e dizia: “mamãe, Natal”. As árvores enfeitadas com muitas bolas, bonecos, sinos, laços, estrelas e luzes agora eram sinônimas do Natal.

Eu e Daniel moramos juntos desde janeiro de 2001, mas nunca tivemos uma árvore em casa. No máximo, eu pendurava uma miniatura dourada comprada nas TokStok há muitos anos só para a data não passar em branco. Mas esse ano, foi o pai quem teve a iniciativa (sim, ele mesmo) de ter uma árvore colorida no meio da sala só para ver a menina sorrir.

Compramos um pinheirinho de verdade, quase da altura dela. Levamos para casa dentro do carro, ao lado da sua cadeirinha. Deixamos a plantinha em casa e saímos para as Lojas Americanas mais perto (e a única loja aberta na vizinhança de um domingo chuvoso) para comprar os enfeites. Ela escolheu (quase) tudo e ficou feliz da vida falando da “Natal”. Enfeitamos todinha, papai instalou as luzes coloridas e, no final, a pequena exclamou “linda!”. Foi dormir feliz. De manhã, quando acordou, correu para a sala e mostrou: “óia, liiiinda!”.

Sim, filha, nossa primeira arvore (cafona) de Natal é linda!

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Nosso parto

Hoje minha faxineira ligou contando que seu netinho nasceu. Eu dei um grito de felicidade e ela ficou muda, quando percebi que tinha alguma coisa estranha naquele silêncio, perguntei se estava tudo tranquilo. Ela disse que o bebê estava bem, mas nasceu com 36 semanas e estava em observação, o problema era a filha dela que estava na UTI porque a pressão aumentara muito depois do parto e os médicos ainda estavam tentando controlar.
Tentei acalmá-la e dizer palavras de conforto. Prometi que nos próximos dias eu e Lina iríamos visitar a nova família e que tudo estaria bem. Mas acabei o telefonema um pouco angustiada.
E daí que me toquei que sou uma felizarda por ter tido um parto tão tranquilo e uma filha tão saudável. Comecei a relembrar do dia que Lina nasceu e resolvi deixar registrado aqui para mim, para ela e para as pessoas queridas que costumam a ler esse blog.

Lina nasceu numa sexta-feira de sol, depois de uma semana de chuva chata em São Paulo. A césarea foi marcada na manhã da sexta após uma consulta com a minha ginecologista. Eu morria de medo de qualquer cirurgia, mas, naquele dia, estava relativamente calma. Não avisamos a ninguém. Fomos ao hospital somente eu, Daniel, meu pai e minha mãe. A idéia era telefonar depois que eu e Lina estivéssemos já no quarto da maternidade.
Lina nasceu às 16:45hrs. Um parto tão calmo e tranquilo cujas principais lembranças que guardo é de minha médica sorrindo o tempo todo, Daniel feliz e a música que tocava naquele momento: "My baby just cares for me" da Nina Simone. O anestesista, que ficou sempre ao meu lado, fez questão de tocar quando eu contei que amava aquela cantora e que "My baby" era uma das minhas músicas favoritas. Sim, ao longo do parto conversamos sobre cinema, música, entre outras coisas.
Quando finalmente ela apareceu, a expressão de alegria no rosto de Daniel era algo impressionante. Ele olhava para ela, olhava para mim e eu, ansiosa, queria saber mais. Ele apenas disse: "Mô, ela é loirinha e tem o cabelo pixain igual ao teu" (na verdade, ela estava ainda meladinha e por isso o cabelo enrolado). Ainda no centro cirúrgico, a enfermeira esfregou o rostinho dela no meu (minhas mãos estavam presas pelo soro e pelo marcador de pressão), sua boquinha em meu seio. Eu estava feliz e tranquila.
Não tenho do que reclamar, Lina mamou fácil, tive acompanhamento de minha mãe durante 20 dias e um marido atencioso que se revelou um grande apaixonado. Lina nasceu cercada de saúde e amor, isso é até hoje o que mais importa.
Ao netinho da Jô desejo uma vida feliz e cheia de saúde e que sua mãe se recupere logo.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

10 dias sem ela

Fazia tempo que a gente planejava essa viagem, mas como aquela do início do ano não deu certo, eu dizia que só acreditava que estava viajando quando estivesse dentro do avião ou em solo europeu. Eis que fomos! Deixamos a pequena com minha mãe em Fortalez e de lá partimos rumo à Itália. Lá ela teve toda atenção, ajuda e amor que fosse possível. Minha irmã tirou férias do trabalho só para ficar com ela.
Claro que morremos de saudades. Eu não podia ver um pombinho na rua ou criança correndo na rua que já me derretia toda, mas confiava que ela estava bem. Minha mãe seguiu direitinho todas as recomendações: horários e cardápio de alimentação, brincadeiras e sono.
Lina aproveitou para brincar muito com avós, tios e tias. No calçadão da Beira Mar, nos vários parques da cidade (e dos shoppings), na casa dos familiares. Enquanto isso, do outro lado do Atlântico, papai e mamãe relembravam os velhos tempos de sair sem rumo, sem sacola, mamadeira, comidinhas... foi bom! Mas melhor ainda foi matar a saudade da pequena e ver aquele sorrisão no rosto e carinho no nosso reencontro.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

E ela dançou sim!

A festa junina da escolinha foi sábado passado. E eu sou a mais orgulhosa do mundo por dizer que a pequena dançou lindamente! Bateu os pezinhos, levantou os bracinhos, rodopiou. Eu queria chorar de emoção, mas me segurei porque estava no cantinho do palco passando segurança para aquele pedacinho de gente tão feliz e independente!
Bastava ela me olha, falar o "mamãe" que eu sorria e ela se sentia confiante... e dançava seguindo as professoras. E a mamãe, que nasceu no dia de São João, nunca vai esquecer esse dia tão ensolarado e feliz!
ps - fiz upload de um videozinho da dança para o youtube, quem estiver interessado (a), me escreve que mando!

domingo, 13 de junho de 2010

Exatos 2 anos de Lina em minha vida

Eu descobri que estava grávida no dia 13 de junho de 2008 - dia de Santo Antônio! Foi um dos dias mais felizes da minha vida. Lembro de cada detalhe daquele dia:
Minha menstruação estava atrasada 1 semana. Eu tinha feito um teste de farmácia há uns 5 dias e tinha dado negativo, então resolvi marcar uma consulta com minha ginecologista porque jurava que estava com algum problema. Não pode um exame de gravidez dá negativo e a pessoa continuar sem menstruar se não for um problema de saúde, não? Ledo engano, pode o teste estar errado pq fazia tão pouco tempo que eu tinha engravidado que não era possível detectar os hormônios na urina!
Fui às 8 hrs da manhã conversar com a minha querida dra. Claudia. E num ultrasom transvaginal, a médica sorrindo sugeriu que eu estava mesmo grávida. Eu queria chorar de felicidade, mas não me permiti até a confirmação por um exame de sangue que ela recomendou (e horas depois também confirmou). Liguei para o Daniel do consultório, antes do exame de sangue:
- Oi, Mô! Tô te ligando para te dizer que tô.
- Tá o quê? Com um problema?
- Não, grávida!
- Grávida, como assim? Tem certeza? Mas não pode.
- Pode sim. Olha que pode mesmo!
E depois de tudo confirmado. Eu não parava de chorar de felicidade. Liguei primeiro para minha mãe, que não esperou nem a segunda frase. Logo depois de eu contar, ela já gritava aos quatro ventos que seria avó. Depois, liguei para meu pai (que ficou tão em choque quanto Daniel). E depois foi só festa. Lágrimas, sorrisos, ligações de todos os cantos.
Almocei com Daniel perto do trabalho dele para comemorarmos. Não comemos nada nesta refeição. Só sorríamos e chorávamos.
Eu estava com mais ou menos 6 semanas. E as 33 semanas foram de expectativa em conhecer a pequena Lina, que chegou aos meus braços no dia 06 de fevereiro de 2009!