domingo, 16 de maio de 2010

O dia em que a papinha pronta venceu

Primeiro prato: comidinha feita pela babá. Insisto, insisto e ela não abre a boca. Faz cara de quem vai vomitar e depois muitos "nãos" com a cabeça.
Segundo prato: comida de gente grande. O nosso almoço, uma bela macarronada feita pela vovó Ana. Nada de novo!
Eu mostro banana, suco, mamão. E ela não aceita.
Terceiro prato: estrogonofinho de carne pronto no vidrinho. Esquento no microondas e ela abre o bocão. Devora tudo. Inclusive com as próprias mãos (sim, essa é outra mania, quer comer sozinha). eu fico olhando o prato vazio sem entender. Mas respiro aliviada porque pelo menos esta refeição ela fez direito.
Eu definitivamente não entendo o que está acontecendo. Já faz uns três dias que fazer Lina comer é praticamente uma operação de guerra. Ela sempre foi boa de prato. Este blog é testemunha!
Enfim, espero que seja apenas uma fase... e que esta passe logo!

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Mamãe dodói

Mãe não devia ficar doente nunca! Quem cuida do nenê se a mãe tá na cama, enrolada no edredon, com febre e calafrios, a garganta em frangalhos? Ai, não! Mãe deveria ter imunidade garantida até o filho (mais novo) alcançar 15 anos de idade, pelo menos.
Peguei a virose que Lina teve na semana passada. Acho que andei muito estressada com entrega de capítulo da tese, trabalhei demais, me alimentei mal. Para completar, no fim de semana, eu quase não dormi cuidando da bebê que tossindo muito e com nariz entupido, quase não descansou.
Resultado de tantos maus tratos ao meu organismo: dor no corpo, dor de cabeça, garganta inflamada - ontem a virose chegou com força total!
O pior é que ontem foi o dia que eu tinha reservado para vacinar a Lina. E ela teve um pouquinho de reação (chorinho à noite e febre baixinha). A nossa sorte foi ter a vovó Ana por perto. Assim, vovó cuidou da mamãe e da netinha.
Ainda bem que mãe tem mãe!

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Dicionário

A pequena começou levemente a falar. E como toda boa mãe, escrevo aqui o pequeno dicionário de Linês:
- Áqua = água;
- Esse = esse (qualquer coisa que ela queira mostrar, é a palavra mais repetida);
- Icho = bicho (pode ser uma figura, um inseto, o pavão do quadro da sala);
- Peixe = apontando para o quadro da sala com um enorme peixe;
- mamãmamis = mamãe (ela sempre fala vários mamães e finaliza com mamis para me chamar);
- Auauau = cachorro (bicho preferido da menina);
- Arvri = árvore (ela aponta nos livrinhos ou no carrinho pela rua);
- Bibi = brinquedo que tem uma buzina na ponta;
- Bis = biscoito;
- banana = banana (essa é novidade!).

Esse é só o princípio. Se a mocinha puxar ao pai, sairá uma grande tagarela!

ps. sobre os dias das mães, super gostoso, em família.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Salvou meu dia

Cheguei em casa depois de assistir uma defesa de tese que me lembrou o quanto é difícil apresentar sua produção acadêmica de 4 anos. Ainda tive que passar no supermercado. O trânsito estava terrível... mas, cheguei!
Fui recebida por uma menininha cheia de saudades e de amor para dar. Me puxava pela mão para o quarto, pedia para eu ler os livrinhos; depois me levava até a varanda, mostrava as plantinhas. Descobriu que eu e ela tínhamos nariz. Pediu para eu cantar o "pintinho amarelinho" (de novo). Me fez brincar de bola. Chorou quando eu disse que não era hora de assitir dvd, mas depois me abraçou.
Levou-me até o banheiro e fez questão de que eu assistisse o seu banho. E não deixou que eu saísse de perto até que ela dormisse. Ai, até esqueci o dia difícil que tive!!! Coisa gostosa é ter bebê saudosa de mamãe (e olha que eu fui pegá-la no colégio e assisti seu almoço).

Bonequinha de corda

- Sá, ela parece uma bonequinha daquelas de dar corda. Dança a manhã inteira!
Foi isso que ouvi da professora de Lina semana passada. Minha bonequinha adora dançar. Dança qualquer tipo de música, qualquer sonzinho! Mas suas canções preferidas são as do dvd da Palavra Cantada e da Galinha Pintadinha.
Além do sapateado tradicional - que vc pode ver no link abaixo - ela adora também bater o dedinho na palma da mão pedindo a música do "Pintinho amarelinho". Pede para nós cantarmos várias vezes seguida. Coisa mais fofa!
No vídeo, Lina dançando ao som do Palavra Cantada.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Alívio dos nossos dias

Pequena Lina,
você não vai lembrar das coisas que vivemos nas últimas semanas, mas você foi peça fundamental numa longa história que finalizou (uma etapa) na última quinta-feira, 22 de abril de 2010. Você foi importante não apenas por dar continuidade a uma história de amor que passa de mãe para filha há gerações, mas também por me trazer paz e conforto em meio ao turbilhão de emoções.
Explico melhor. Sua bisa (que tanto quis te conhecer, brincar, presentear, rir das suas histórias) estava muito doente há alguns meses, mas tinha piorado muito nas últimas semanas. Nós acompanhávamos tudo à distância, mamãe sofria quieitinha com cada acontecimento relatado nas conversas por telefone com sua avó. Até que no sábado, dia 17, a tia Raquel Pessoa, amiga de infância da mamãe e do papai (ela foi quem nos apresentou) e geriatra da bisa, ligou pedindo que nós fôssemos a Fortaleza. Sua bisa tinha passado a madrugada chamando por nós duas. Sim, Lina, ela queria que nos ver e ela não tinha muito tempo. Mamãe não pensou duas vezes. Enfrentou 3 horas de avião sozinha depois de duas noites sem dormir porque você tinha um febrão que não cedia (dias depois se revelou que você estava com roséola). E lá permanecemos por uma semana.
Você não lembra da mamãe e da vovó tristezinhas porque ao seu lado tudo parecia tão menos pesado. Você nos fez rir com suas dancinhas, gritinhos e carinho. Em Fortaleza, sua madrinha te ensinou a trocar os dvds do aparelho, e você fazia isso tão orgulhosa e feliz. Em algumas tardes, buscando algum alívio, mamãe te levou para passear na Beira Mar. Lá, você viu os bichinhos do Trem da Alegria e enfrentou seu medo deles no colo do vovô.
Momentos antes da bisa partir, você não queria dormir. Estava tão agitada. Chorou quando mamãe insistia em te fazer tirar uma soneca na rede, mas foi boazinha e dormiu bastante tempo para deixar a mamãe cuidar da vovó que tão triste ficou quando a bisa finalmente descansou.
Ainda bem que você estava lá para cuidar da sua família, para nos fazer sorrir com as novidades, as suas tentativas de falar, as brincadeiras, dancinhas, os abraços. Você, filha, fez o nosso sofrimento mais leve e faz nossos dias mais felizes!

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Lina artista

A nova onda é riscar. Ela não pode ver uma canetinha, lápis, caneta que já corre para pegar. Desenha no corpo, nas roupas, revistas. Muitas jaquetinhas estão marcadas. As roupas da mamãe também. Espero que as paredes aguentem mais um pouco.
Minha irmã do meio rasbicava tudo com giz de cera: paredes, móveis, piso. Agora imagina a mocinha que tem o nome de arquiteta artista (Lina Bo Bardi). Será que vamos conseguir preservar a casa limpinha?

sexta-feira, 9 de abril de 2010

A menina e o porco

Ontem Lina tomou a vacina da gripe H1N1. Enfrentamos o frio e a fila no posto de saúde, mas foi tudo bem. Ela choramingou um pouco à noite, mas sem grandes problemas. Nada de febre ou mal estar (pelo menos por enquanto).
E por coincidência, ontem era o dia de ela trazer o amigo porco para casa. Explico. Na escolinha, a cada semestre as turmas adotam uma história diferente que será tema das brincadeiras e do aprendizado na sala de aula. O personagem da história do Maternal I é um porquinho guloso. Assim, as crianças construíram um porquinho cuja cabeça é de isopor e o corpo de garrafão de água. Este brinquedo a toda hora é chamado a participar das atividades na classe: lanche, brincadeiras, contação de histórias etc.
Esta semana, cada criança levou o porquinho para casa, brincou com ele e trouxe-o de volta para a escolinha com várias guloseimas em sua barriguinha. A comida escolhida deveria ter a ver com algo que a criança gostasse.
Ontem foi a vez da Lina que ajudou a encher o boneco com saquinhos de pipoca e de pão de queijo (e claro, comeu um monte, mesmo contra os apelos da mãe). Hoje de manhã, devolvemo-lo à classe. Ela estava toda orgulhosa carregando o bicho pelo pescoço, abraçando-o, mostrando o conteúdo interno que ela ajudou a preencher. Olha que foto linda tiramos deste momento especial (acima). Eu fiquei super feliz e emocionada com ela e imaginando se vai sobrar algo de mim na festa de dia das mães...

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Maternidade e vida acadêmica

Pensando no relato da Roberta sobre trabalhar em casa, achei que fosse interessante relatar um pouco da minha experiência como mãe e pesquisadora. Um registro para mim, para Lina e para outras mães que passam por aqui.

Fiquei grávida de Lina no terceiro ano de doutorado, quando estava tudo acertado para um estágio de um mês na França. Nem pensei duas vezes, desmarquei as passagens e fui curtir minha gravidez por aqui. Meu plano inicial era engravidar no último ano de tese, de modo que o bebê nascesse logo depois da defesa. Mas Lina danada veio antes do previsto e eu fui uma doutoranda barriguda e feliz.

Os meses de gravidez coincidiram com o período de redação do material do exame de qualificação. Para quem não sabe, a qualificação é uma preparação para a defesa quando o aluno apresenta a uma banca uma série de monografias e a estrutura da tese a ser desenvolvida. É um dos momentos mais importantes dos quatro anos de doutorado. Eu estava escrevendo ainda a primeira monografia quando descobri a gravidez, logo no comecinho. Uma das primeiras coisas que fiz foi ligar para minha orientadora, avisando que meus planos de viagem tinham mudado e que as coisas teriam que ser diferentes. Ela sugeriu que eu me dedicasse a escrever tudo que pudesse logo, nos primeiros meses, e que eu tentasse me organizar para realizar o exame antes de completar oito meses, pois no caso de parto pré-maturo, a vida acadêmica estaria resolvida. E assim foi.

Eu morria de sono e fugia para a biblioteca da USP porque sabia que em casa passaria muito tempo dormindo, descansando e escreveria menos (afinal de contas eu tinha uma bela desculpa). Assim, ficava na biblioteca até oito ou nove horas da noite muitos dias da semana. Quando não agüentava, pedia para algum colega me acordar depois de uma soneca de 30 minutos com a cabeça enfiada nos livros. Falando assim parece que foi difícil, mas eu escrevia pensando no bebê, no tempo que eu ganharia para ficar com ela quando nascesse se eu me dedicasse naquele momento. E três monografias, memorial de qualificação, estrutura da tese nasceram antes da Lina que venho exatamente com 39 semanas e meia de gestação. Ah, o exame de qualificação foi tranqüilo, acho que a banca se sensibilizou com meu barrigão de 7 meses!

Mas depois que Lina nasceu, muita coisa mudou. Minha orientadora que me tranqüilizava dizendo que eu conseguiria escrever nos primeiros meses porque os bebês dormem muito estava muito enganada. Lina não dormia de dia e dormia muito pouco à noite. A minha batalha com o sono dela daria um post imenso, mas basta saber que eu vivia exausta pelos cantos.

Minha licença-maternidade concedida pela USP foi de 6 meses. Nestes tempo, éramos apenas eu e ela durante todo o dia. Nas horas vagas, eu me angustiava pensando como iria escrever uma tese em meio aquela rotina frenética da maternidade. A solução ainda não foi encontrada, mas a redação anda devagar (e sempre)!

Preciso aprender a escrever com ela em casa, assim economizarei tempo de deslocamento (até porque a pesquisa em si está praticamente finalizada). Mas não tem sido muito fácil. Mesmo ela estando com uma babá, eu checo constantemente se as coisas estão andando do jeito certo. Ela muitas vezes me cobra presença. Entrar na escolinha tem feito ela passar por uma virose atrás da outra, e, nestas horas, meu coração de mãe acha por bem ficar por perto, dando colo e carinho a todo instante.

E assim a redação da tese tem caminhado. Entre livros, revistas, teses, pdfs, fraldas, banhos, carinhos e beijinhos roubados. A maternidade me fez sentir mais produtiva. Hora da tese é hora da tese. Claro que meus cronogramas todos têm atrasado, meus capítulos ainda não se fecharam e frequentemente me bate uma angústia danada. Mas acho que faz parte de qualquer mãe moderna com vida profissional ativa e filhos pequenos.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

E enfim, era (mais uma) gripe

Lina gripou. Forte. Tosse, catarro, nariz escorrendo e tudo mais. Acho que a pior gripe desde que ela nasceu. Estou dormindo mal há 3 dias, mas aliviada pq a a pediatra examinou-a todinha e disse que tudo vai ficar bem.
Só fiquei chateada pq ela perdeu o dia da festinha de Páscoa da escolinha. Mas tudo bem, outras virão. Ver a Lina correndo pela casa, dançando e brincando feliz já me deixa em paz!
Ah, Feliz Páscoa para todos!