segunda-feira, 5 de julho de 2010

A primeira birra...a gente nunca esquece!

Era noite de domingo, bebê cansada de tanto brincar. Tinha dormido pouco à tarde por conta dos compromissos sociais do papai e da mamãe. Assim, só podia se esperar que a menina estivesse caindo de sono antes da hora.
Mamãe não percebeu isso. Aliás, só percebeu quando já era tarde demais. Bebê fez o maior escândalo do mundo porque queria (de qualquer jeito) brincar de fazer bolhinhas de sabão no quarto. Não conseguiu, se irritou, molhou o chão. Mamãe toma o brinquedo para evitar o pior. Ai, o escândalo começa de verdade: bateu os pés e chorou. Chora muito, como se mamãe tivesse causado uma mágoa muito profunda, como se tivesse rompido com o primeiro futuro namorado, como se tivesse perdido a viagem dos sonhos... de maneira que seu rostinho fica vermelhor e completamente molhado de lágrimas. Oh, dó!!!
Papai aparece no quarto desesperado com o choro tão incomum da pequena. Sai com ela nos braços, mas de nada adianta. Ela agora chora sem nem saber o porquê. Com muito esforço, mamãe consegue distrai-la com o gavetão de brinquedos velhos, mas agora com histórias sobre eles. Mamãe faz graça e bebê esquece daquela birra. Mamãe antecipa o banho e bebê dorme feliz com dedinho da boca como se nada tivesse acontecido. Mas a mamãe aqui foi dormir cansada e triste!
Começou a fase das birras ou era só sono? Ou os dois? Em breve, cenas dos próximos capítulos...

sábado, 3 de julho de 2010

Atualizando o dicionário de Linês

Mamãe (fala certinho)
Papaííí (puxando bem o i do final) = papai
Ice = Clarice (babá)
Bobó = vovó
Bobô = vovô
Polvo = das figurinhas do livro
urfo = urso
pá = pato
tá = gata
piu = pombo, passarinho, pintinho
muuu = vaca
nanana = banana (agora fala do jeito mais fácil)
titi = titia
bis = biscoito
cuco = suco
teteta = pateta

quinta-feira, 1 de julho de 2010

segunda-feira, 28 de junho de 2010

E ela dançou sim!

A festa junina da escolinha foi sábado passado. E eu sou a mais orgulhosa do mundo por dizer que a pequena dançou lindamente! Bateu os pezinhos, levantou os bracinhos, rodopiou. Eu queria chorar de emoção, mas me segurei porque estava no cantinho do palco passando segurança para aquele pedacinho de gente tão feliz e independente!
Bastava ela me olha, falar o "mamãe" que eu sorria e ela se sentia confiante... e dançava seguindo as professoras. E a mamãe, que nasceu no dia de São João, nunca vai esquecer esse dia tão ensolarado e feliz!
ps - fiz upload de um videozinho da dança para o youtube, quem estiver interessado (a), me escreve que mando!

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Chimpanzé ou menina aranha?

Quando eu estava grávida de 8 meses tive um sonho terrível! Sonhei que eu entrava em trabalho de parto e corria para o hospital com Daniel. Lá, eu esperava pela minha querida médica e de repente, apagava. Quando eu acordava, tinha passado por uma cesárea e estava já no quarto. Eu insistia de que queria ver a Lina, conhecê-la, já que até então eu não tinha lembranças dela. Daniel me levava até o berçario e apontava o único bercinho ocupado: "aquela é nossa filha!".
Mas não, não podia ser. Lina não era um bebê, mas sim um pequeno CHIMPANZÉ!!! Sim, ela era um chimpanzezinho de fraldas com muitos, muitos, muitos pelos pretos pelo corpo. Eu pensava "Como assim um chimpanzé? eu pari um chimpanzé? não pode ser? como ninguém reparou nisso? tem alguma coisa errada" - pensava olhando o berçário.
Daniel perguntava se eu não queria entrar e segurá-la, eu olhava para ele e começava a chorar. Ou estava ficando louca enxergando minha filha de maneira atravessada ou loucos estavam todos ao meu redor. Ela ficava ali, de frente ao berçário, chorando e esperando minha médica obstetra até que eu finalmente acordei!
Eu havia esquecido completamente desse sonho até que ontem vi a Lina querendo escalar as grades do berço pelo lado de fora. Subiu direitinho e quase entrou, parecia uma menina aranha (acho que nem existe esse personagem). Eu não acreditava. Ela está escalando tudo: sofá, bancos, móveis, cama.
Eu brinquei com a babá que ela parecia uma macaquinha que sobe em qualquer lugar... macaquinha, macaco, chipanzé! Fui em busca do meu diário de gravidez, reli a história e pensei que isso daria um belo post sobre os sonhos mais loucos que as grávidas conseguem ter.

terça-feira, 22 de junho de 2010

A fase do NÃO

- Lina, quer tomar banho?
- NÃO!

- Tá na hora de sair da banheira!
- NÃO!

- Vamos trocar a fralda?
- NÃO!

- Vamos passear?
- NÃO!

- Quer banana?
- NÃO!

-Vamos para escolinha?
- NÃO!

Essa agora é a palavra mais repetida, seguida do gesto com a cabeça. Dizem que passa, espero que SIM!

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Ajudando a mamãe

- Mamãe, já que vc não acaba essa tese, eu escrevo por vc. Hum, deixa eu ver... esse parágrafo podia ficar melhor!

terça-feira, 15 de junho de 2010

O novo amor de Lina

O mais novo amor de Lina é o Pateta.
Eu poderia desejar um genro menos desajeitado e trapalhã, mas ela gosta do jeito brincalhão dele, daquela cara de bobo apaixonado e sempre sorridente.
O Pateta faz a mocinha se calar na hora do choro e é o melhor argumento para o banho. "Lina, o Pateta quer tomar banho!", "Lina, não chora que o pateta está aqui", "Olha, Lilica, o Pateta tá sorrindo para vc!"! É uma felicidade só.
E ela repete sorrindo sempre "Teteta". Quem apresentou a ela foi o pai que a cada banho mostrava e repetia seu nome PA-TE-TA!. Ela ria e brincava... hoje repete orgulhosa o nome desse seu amor!

domingo, 13 de junho de 2010

Exatos 2 anos de Lina em minha vida

Eu descobri que estava grávida no dia 13 de junho de 2008 - dia de Santo Antônio! Foi um dos dias mais felizes da minha vida. Lembro de cada detalhe daquele dia:
Minha menstruação estava atrasada 1 semana. Eu tinha feito um teste de farmácia há uns 5 dias e tinha dado negativo, então resolvi marcar uma consulta com minha ginecologista porque jurava que estava com algum problema. Não pode um exame de gravidez dá negativo e a pessoa continuar sem menstruar se não for um problema de saúde, não? Ledo engano, pode o teste estar errado pq fazia tão pouco tempo que eu tinha engravidado que não era possível detectar os hormônios na urina!
Fui às 8 hrs da manhã conversar com a minha querida dra. Claudia. E num ultrasom transvaginal, a médica sorrindo sugeriu que eu estava mesmo grávida. Eu queria chorar de felicidade, mas não me permiti até a confirmação por um exame de sangue que ela recomendou (e horas depois também confirmou). Liguei para o Daniel do consultório, antes do exame de sangue:
- Oi, Mô! Tô te ligando para te dizer que tô.
- Tá o quê? Com um problema?
- Não, grávida!
- Grávida, como assim? Tem certeza? Mas não pode.
- Pode sim. Olha que pode mesmo!
E depois de tudo confirmado. Eu não parava de chorar de felicidade. Liguei primeiro para minha mãe, que não esperou nem a segunda frase. Logo depois de eu contar, ela já gritava aos quatro ventos que seria avó. Depois, liguei para meu pai (que ficou tão em choque quanto Daniel). E depois foi só festa. Lágrimas, sorrisos, ligações de todos os cantos.
Almocei com Daniel perto do trabalho dele para comemorarmos. Não comemos nada nesta refeição. Só sorríamos e chorávamos.
Eu estava com mais ou menos 6 semanas. E as 33 semanas foram de expectativa em conhecer a pequena Lina, que chegou aos meus braços no dia 06 de fevereiro de 2009!

terça-feira, 8 de junho de 2010

O outro filho: a tese

Esse fim de tese tem sido um sufoco. Não tenho fim de semana, feriado e muito pouco tempo de lazer. Até Daniel já conta as semanas para a entrega (enquanto eu tento de toda maneira pensar que o tempo é relativo e pode passar rápido para chegar logo o fim e curtir novamente a vida, mas lentamente para eu dar conta de todas as obrigações acadêmicas). Neste turbilhão, Lina, mais uma vez, me tira da dura realidade apresentando gracinhas do cotidiano que me encantam e tiram por alguns segundos deste mundo de fichamentos, palavras, imagens, mapas, revisões, ABNT! Um dia escreverei um post sobre o processo insano que é finalizar uma tese. Por enquanto, tento aqui explicar meu sumiço nesse blog que deveria registrar seu crescimento.
Nesta reta final, lembrei do texto de agradecimento de um belíssimo livro que me fez enxergar com outros olhos a relação dos filhos com os pais doutorandos.
"Ao meu filho João, que já suportou quatro teses na sua infância: as minhas e as do pai. Apesar do seu envolvimento com nosso trabalho, sei que não foi nada fácil para ele aguentar a mãe grudada no computador, esperar o término desta tese, entender o seu significado. em junho de 1996, aflito diante da minha demora para finalizá-la, propôs a seguinte solução: 'mãe, por que você não escreve assim: concluí que o Antônio Candido e os outros eram intelectuais, ponto final, e entrega a tese de doutorado?'. E foi o que fiz, um mês antes de seu aniversário de dez anos". (PONTES, Heloisa. Destinos Mistos. Os críticos do grupo Clima em São Paulo. 1940-1968. São Paulo, Companhia das Letras, 1998).
Definitivamente, dedicarei essa tese que nasce de um longo parto normal à minha pequena Lina, por todas as horas que lhe foram roubadas. Aguenta mais um pouco, pequena! Tá acabando...