segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Independência ou morte!

Dai que sua filha, ao 21 meses de idade, resolve que é capaz de fazer tudo (ou quase tudo) sozinha. Quando quer dizer que sabe fazer aquilo sem ajuda, exclama com indignação: "Lina pode!".
- Almoçar, jantar, lanchar sem ajuda de terceiros: Lina pode!
- Molhar as plantinhas da varanda: Lina pode!
- Escolher a roupa para sair de casa: Lina pode!
- Subir no carro para sentar na cadeirinha: Lina pode!
- Tomar banho, tirar os sapatos, subir no carrinho ou no cadeirão, escolher seus alimentos: Lina pode tudo!
Acho linda essa vontade de independência. Isso era uma coisa que verdadeiramente sonhei para minha filha, mas tem horas que é preciso explicar que a Lina precisa de ajuda e que tem coisas que só os adultos podem fazer. Ela entende e deixa.
No entanto, quando o sono ou a fome fala mais alto, fica difícil. "Lina pode" vira o hino de um choro de uma criança que afirmar suas vontades e, logo depois, já perde o controle. Ai, haja paciência para resolver a situação!

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Mamãe doutora!

Agora estamos definitivamente livres do doutorado. Mamãe defendeu a tese na segunda-feira. Tudo deu muito certo, mamãe ainda está de ressaca de tanto cansaço e tensão acumuladas. Lina ganhou de presente não só uma mãe (um pouco) mais tranquila como também vários dias com toda família por perto. Sim, por que vcs sabem como é família cearense, ne? Participam, torcem, choram, sofrem e festejam (e muito!!!) cada momento. Estiveram aqui vovô, vovós, titios, titias, dinda e um monte de gente querida acompanhar os momentos de tortura da mamãe frente a uma banca de 5 professores... mas, passou, passou! E depois foi só festa!
Durante as mais de 4 horas de defesa, Lina ficou em casa. Depois o tio Victor foi pegá-la para dar um abração na mamãe. Mamãe ficou toda orgulhosa porque todos lembravam o quanto era difícil finalizar um doutorado em quatro anos e mais difícil ainda com uma bebezinha. E foi para ela que dediquei a tese: "para minha querida Lina". Claro que papai ganhou um agradecimento especial, mas ela merecia uma dedicatória por tantas horas roubadas, tantos momentos que a mamãe poderia ter curtido descansada, por tanta angústia que presenciou nos momentos finais. Mas, acabou, e acabou bem!
Lina brilhou na comemoração. De vestido preto de bolinhas, sapato vermelho e muitos cachos dourados, ela correu, pulou, sorriu, cantou e distribuiu beijos. Eu estava mais orgulhosa dela ali tão feliz e faceira do que da tese defendida. Agora, mamãe sai de férias merecidas (por aqui mesmo) e em busca de novos caminhos!

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Nossa primeira árvore de Natal

Sempre que saíamos na rua, Lina apontava e dizia: “mamãe, Natal”. As árvores enfeitadas com muitas bolas, bonecos, sinos, laços, estrelas e luzes agora eram sinônimas do Natal.

Eu e Daniel moramos juntos desde janeiro de 2001, mas nunca tivemos uma árvore em casa. No máximo, eu pendurava uma miniatura dourada comprada nas TokStok há muitos anos só para a data não passar em branco. Mas esse ano, foi o pai quem teve a iniciativa (sim, ele mesmo) de ter uma árvore colorida no meio da sala só para ver a menina sorrir.

Compramos um pinheirinho de verdade, quase da altura dela. Levamos para casa dentro do carro, ao lado da sua cadeirinha. Deixamos a plantinha em casa e saímos para as Lojas Americanas mais perto (e a única loja aberta na vizinhança de um domingo chuvoso) para comprar os enfeites. Ela escolheu (quase) tudo e ficou feliz da vida falando da “Natal”. Enfeitamos todinha, papai instalou as luzes coloridas e, no final, a pequena exclamou “linda!”. Foi dormir feliz. De manhã, quando acordou, correu para a sala e mostrou: “óia, liiiinda!”.

Sim, filha, nossa primeira arvore (cafona) de Natal é linda!

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Corte de cabelo

Depois de várias semanas com a franja no olho, mamãe tomou vergonha na cara e levou a pequena ao salão de beleza. Aqui mesmo na Vila Mariana e voltado ao público infantil. Lina se comportou muito bem, inclusive foi elogiada pela "moça do corte". Ficou séria, concentrada e no final ganhou um pirulito (que a mãe escondeu na bolsa para a cria não deixar de jantar). Não tiramos no comprimento, mas apenas demos uma graça na frente que andava bem desengonçada.
O resultado final foi uma franjinha bonita e uma menina vaidosa orgulhosa da cabeleira cacheada e loira. Fotos abaixo!!!


segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Fim de semana de bagunça

Filha,

nosso fim de semana foi gostoso demais. Teve ida ao teatrinho pela primeira vez, banho de piscina, sorvete e brincadeiras no parque. Acho que poucas dessas atividades serão recordadas daqui a alguns anos, mas queria deixar registrado aqui que mais do que seus olhinhos brilhando sem piscar na platéia do teatro, o que mais me chamou a atenção foi a prova de amor que seu pai deu ontem.
Você é muito pequena para saber, mas uma das coisas que seu pai mais tem pavor na vida é de água gelada. E as piscinas de São Paulo são muuuuito frias. Muito mesmo. Ontem, amanheceu um solzão danado. Tomamos café na padaria e voltamos para nosso prédio com a idéia de que um banho de piscina naquele calorão seria legal. E descemos os três com os trajes de banho. A água estava gelada, Lina. Vc parecia achar interessante entrar na piscina, mas tinha medo daquele mundo novo molhado.
E o seu papai venceu o pavor à água gelada e entrou antes de sua mãe para mostrar como aquilo poderia ser divertido. Você não gostou, teve medo, tremia de frio tb. Mamãe resolveu ir com calma, primeiro os pezinhos da pequena, depois a brincadeira com a bola e em 10minutos você brincava feliz, sem lembrar que aquela era a primeira vez numa piscina tão grande. E seu pai herói resolveu t0mar sol na espreguiçadeira para superar o trauma daquela manhã que acabou sendo tão especial.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Nosso parto

Hoje minha faxineira ligou contando que seu netinho nasceu. Eu dei um grito de felicidade e ela ficou muda, quando percebi que tinha alguma coisa estranha naquele silêncio, perguntei se estava tudo tranquilo. Ela disse que o bebê estava bem, mas nasceu com 36 semanas e estava em observação, o problema era a filha dela que estava na UTI porque a pressão aumentara muito depois do parto e os médicos ainda estavam tentando controlar.
Tentei acalmá-la e dizer palavras de conforto. Prometi que nos próximos dias eu e Lina iríamos visitar a nova família e que tudo estaria bem. Mas acabei o telefonema um pouco angustiada.
E daí que me toquei que sou uma felizarda por ter tido um parto tão tranquilo e uma filha tão saudável. Comecei a relembrar do dia que Lina nasceu e resolvi deixar registrado aqui para mim, para ela e para as pessoas queridas que costumam a ler esse blog.

Lina nasceu numa sexta-feira de sol, depois de uma semana de chuva chata em São Paulo. A césarea foi marcada na manhã da sexta após uma consulta com a minha ginecologista. Eu morria de medo de qualquer cirurgia, mas, naquele dia, estava relativamente calma. Não avisamos a ninguém. Fomos ao hospital somente eu, Daniel, meu pai e minha mãe. A idéia era telefonar depois que eu e Lina estivéssemos já no quarto da maternidade.
Lina nasceu às 16:45hrs. Um parto tão calmo e tranquilo cujas principais lembranças que guardo é de minha médica sorrindo o tempo todo, Daniel feliz e a música que tocava naquele momento: "My baby just cares for me" da Nina Simone. O anestesista, que ficou sempre ao meu lado, fez questão de tocar quando eu contei que amava aquela cantora e que "My baby" era uma das minhas músicas favoritas. Sim, ao longo do parto conversamos sobre cinema, música, entre outras coisas.
Quando finalmente ela apareceu, a expressão de alegria no rosto de Daniel era algo impressionante. Ele olhava para ela, olhava para mim e eu, ansiosa, queria saber mais. Ele apenas disse: "Mô, ela é loirinha e tem o cabelo pixain igual ao teu" (na verdade, ela estava ainda meladinha e por isso o cabelo enrolado). Ainda no centro cirúrgico, a enfermeira esfregou o rostinho dela no meu (minhas mãos estavam presas pelo soro e pelo marcador de pressão), sua boquinha em meu seio. Eu estava feliz e tranquila.
Não tenho do que reclamar, Lina mamou fácil, tive acompanhamento de minha mãe durante 20 dias e um marido atencioso que se revelou um grande apaixonado. Lina nasceu cercada de saúde e amor, isso é até hoje o que mais importa.
Ao netinho da Jô desejo uma vida feliz e cheia de saúde e que sua mãe se recupere logo.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Quartinho novo

Lina crescendo, a quantidade de brinquedo aumentando, resolvi organizar o quarto dela. Primeiro passo, doar muita coisa que ela não usava ou objetos que já não interessavam. Na organização, percebi que os brinquedos deveriam estar facilmente acessíveis a ela. Procurei bastante móveis baixos que ela conseguisse alcançar o topo.
Duas estantes novas, uma estante aproveitada, caixinhas e tudo diferente, mas igual!
Parece que o quarto cresceu e ficou muito mais educativo. Claro que a bagunça agora vai ser maior, ela começa a brincar com uma boneca e desinteressa-se, passa para a caixa de lápis de cor, troca pelo pianinho... mas acho que isso faz parte do processo de aprendizado.
Fiquei feliz com o resultado e acho que ela também!

Na foto, Lina, o milho e seu quartinho (por enquanto) arrumadinho

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

As primeiras frases

Filha, ontem a noite foi especial. Escutei vc falar por conta própria duas lindas frases. Sim, frases com sujeito, verbo e tudo mais, o que me deixou encantada.
A primeira:
- Essa rôpa vá bora? (tradução: essa roupa vai embora?). Estávamos arrumando seu guarda-roupa!
A segunda:
- Dá beijo, mamãe! Claro que nessa hora eu me derreti!
Isso é só o começo...

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Grudinho

Desde que voltamos de viagem que a menina é a mais carinhosa e apaixonada do mundo. É "mamãe" pra cá, "mamãe" pra lá! E não sai do meu pé. Ontem, saímos eu e Daniel para o cinema deixando a pequena com a vovó Ana. Quando cheguei, ela contou de que ela não parava de me chamar e acordou várias vezes perguntando por mim. De manhã, quando acordou, fez muito carinho no meu rosto, deu muitos beijinhos e pediu retribuição.
O pai, acostumado a ser o favorito, agora tem que dividir as atenções com essa mamãe aqui. Ela sempre deu preferência ao colo dele, aos carinhos dele, mas agora é tudo dividido, depende de seu humor. Eu nunca tive ciúmes dos dois. De verdade. Achava lindo aquela relação tão apaixonada, mas devo confessar que estou adorando virar o grudinho dela.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

10 dias sem ela

Fazia tempo que a gente planejava essa viagem, mas como aquela do início do ano não deu certo, eu dizia que só acreditava que estava viajando quando estivesse dentro do avião ou em solo europeu. Eis que fomos! Deixamos a pequena com minha mãe em Fortalez e de lá partimos rumo à Itália. Lá ela teve toda atenção, ajuda e amor que fosse possível. Minha irmã tirou férias do trabalho só para ficar com ela.
Claro que morremos de saudades. Eu não podia ver um pombinho na rua ou criança correndo na rua que já me derretia toda, mas confiava que ela estava bem. Minha mãe seguiu direitinho todas as recomendações: horários e cardápio de alimentação, brincadeiras e sono.
Lina aproveitou para brincar muito com avós, tios e tias. No calçadão da Beira Mar, nos vários parques da cidade (e dos shoppings), na casa dos familiares. Enquanto isso, do outro lado do Atlântico, papai e mamãe relembravam os velhos tempos de sair sem rumo, sem sacola, mamadeira, comidinhas... foi bom! Mas melhor ainda foi matar a saudade da pequena e ver aquele sorrisão no rosto e carinho no nosso reencontro.