segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Tempos de mudança

Hoje será o primeiro dia de Lina na nova escolinha e eu achei por bem registrar a ansiedade desta mãe que aqui escreve. Sim, estou bem nervosinha para uma mãe de segunda viagem... ooops, segunda escola!
Já escrevi aqui sobre a primeira adaptaçao dela, mas acho que esse ano vai ser diferente porque ela está mais consciente. Com exatos 1 ano de vida, ela foi tranquila deixando a mãe fora da sala e depois dos muros da escola. Hoje ela sabe o que quer, pede atenção, cobra com palavras.
O pai acha que a mãe está exagerando, ansiosa como é. Ele diz que a pequena é tão tranquila que vai gostar da nova escolinha tanto quanto gostava da outra. Enfim... vamos ver no que vai dar. Aguardem cenas do próximo capítulo.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

A elefanta rosa e a crise da mamãe

Ela dança como a elefanta, ela canta a música da elefanta, ela ficou desesperadametne feliz quando encontrou a elefanta no Parque. Sim, Biiiilabiluu é a nova rainha da casa.
Você não sabe quem é? Eu também não sabia até minha "querida" irmã apresentá-la à Lina.
Biiiiiilabiluu é a elefantinha rosa, personagem criada pela equipe da Txutxa, que dança desengonçadamente com as crianças. Ela conquistou a Lina e criou um crise existencial gigante nessa mãe que vos escreve.
Sim, porque eu sempre jurei que meus filhos nunca, repito NUNCA, iriam assistir os dvds da Txutxa. Mas Lina se apaixonou à primeira vista quando a tia mostrou os clipes ainda no youtube.
A situação se mostrou grave quando fomos às Lojas Americanas perto daqui de casa. Caminhando e cantando até a loja para comprar sorvete, quando a mocinha se dirigiu até a região dos dvds. Eu, inocente, procuro um dvd do Cocoricó, enquanto ela se agarra com o dvd da Txutxa.
- Mamãe, a Txutxa!
- Filha, deixa ai. Tem aqui o Cocoricó!
- Qué a Txutxa!
- Não, filha. A Txutxa é chata!
- Não, a Txutxa é linda!
E insistiu, se agarrou ao dvd, implorou e me dobrou... levei para casa.

Na sexta-feira, Daniel chega em casa e eu estou em crise.

- Como assim ela gosta do dvd da Txutxa. Onde foi que eu errei?

- Mô, ela não gosta do dvd da Txutxa. Ela adora. Nunca vi ela se animar tanto, dançar tanto e ficar tão feliz assistindo algo. Não tem nada parecido. Desencana e acha bonitinho ela imitar a elefanta!

E assim, a canção chiclete ecoa na casa e eu aprendo mais uma vez que ser mãe é isso: nunca dizer NUNCA!

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Nome e sobrenome

Decido que está na hora de ensinar a Lina seu sobrenome. Costa é o paterno e mais fácil do que o meu.
- Filha, como é o seu nome?
-Lina (mas ela ainda procuncia alguma coisa perto de Nina).
- Lina o quê?
- Lina bebê.
- Não, filha. Lina Costa.
Silêncio. Minutos depois, tento de novo.
- Filha, como é o seu nome?
-Lina.
- Lina o quê?
- Lina cabrita.
E ponto. Nada de Lina Costa.
Para os desinformados, Lina cabrita era o jeito que eu a chamava quando era pequena, e ainda chamo quando quero fazer denguinho. Mas é só entre nós duas, ta?

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Todo mundo dormindo, Lina

9 horas da noite, eu deitada na cama tentando colocar Lina para dormir:
- Mamãe, o sol tá mimindo?
(Ainda incrédula com a pergunta, arranjo forças para respoder):
- Tá, sim, Lina, o sol tá dormindo!
- Acóda, sol (acorda, sol)!
- Não, filha, deixa o sol dormir. Amanhã cedinho ele acorda e acorda todo mundo.
- A ua (lua) tá mimindo?
- Não, ela tá lá fora! Com as estrelinhas!
- Telinhas mimindo?
- Sim, dormindo (afinal de contas, o céu de São Paulo quase nunca tem estrelas).
- E a Dinda tá mimindo?
- Tá sim.
- E o Bê (amiguinho do colégio)? E o Lelé?
- Sim, os dois estão dormindo.
- E o papai?
- Não, filha. Seu pai nunca dorme, qd vc crescer, vc vai entender. Ele dorme tarde, acorda cedo e acha dormir perca de tempo, mas você é bebê e tem que dormir agora. Vamos dormir agora. Mamãe tá dormindo. Dorme tb.
Ela coloca o dedo na boca e fingi roncar como o avô materno.
- Vovô Helder tá mimindo?
- Tá, sim! E a tia Lili?
(...)
E essa foi nossa conversa até qause 23 horas, quando ela finalmente resolveu dormir pq já sabia que todos os membros da família, todos os bichos da natureza, todos os amiguinhos da escolinha já estavam dormindo.
E eu ganhei de ano novo uma filha falante e apaixonante!

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

As férias de Lina

Eu queria ter as férias de Lina.
Aqui em Fortaleza, acordamos cedinho e vamos à Praia do Futuro. Brincamos na areia pertinho do mar, fazemos castelinhos de areia e catamos conchinhas na praia. Tomamos água de coco, comemos banana e tiramos o sal com um belo banho de chuveiro. Ela ri, corre na areia e pede água de novo. Voltamos para casa cantando no carro. Em casa, vovó Ana enche a piscina inflável e ela tem direito a mais meia hora de água. Ela almoça baião de dois e toma suco de cajá! Dorme na rede da (e com) a vovó.
Quando acorda, brinca um pouco com a madrinha e, no fim da tarde, vai para a Beira Mar encontrar toda turma: Pateta, Minie, Mônica no trem da alegria!
Vida dura, hein, Lina? Nada de preocupações, nem stress... só "dilicia" como ela mesma diz!!!

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Independência ou morte!

Dai que sua filha, ao 21 meses de idade, resolve que é capaz de fazer tudo (ou quase tudo) sozinha. Quando quer dizer que sabe fazer aquilo sem ajuda, exclama com indignação: "Lina pode!".
- Almoçar, jantar, lanchar sem ajuda de terceiros: Lina pode!
- Molhar as plantinhas da varanda: Lina pode!
- Escolher a roupa para sair de casa: Lina pode!
- Subir no carro para sentar na cadeirinha: Lina pode!
- Tomar banho, tirar os sapatos, subir no carrinho ou no cadeirão, escolher seus alimentos: Lina pode tudo!
Acho linda essa vontade de independência. Isso era uma coisa que verdadeiramente sonhei para minha filha, mas tem horas que é preciso explicar que a Lina precisa de ajuda e que tem coisas que só os adultos podem fazer. Ela entende e deixa.
No entanto, quando o sono ou a fome fala mais alto, fica difícil. "Lina pode" vira o hino de um choro de uma criança que afirmar suas vontades e, logo depois, já perde o controle. Ai, haja paciência para resolver a situação!

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Mamãe doutora!

Agora estamos definitivamente livres do doutorado. Mamãe defendeu a tese na segunda-feira. Tudo deu muito certo, mamãe ainda está de ressaca de tanto cansaço e tensão acumuladas. Lina ganhou de presente não só uma mãe (um pouco) mais tranquila como também vários dias com toda família por perto. Sim, por que vcs sabem como é família cearense, ne? Participam, torcem, choram, sofrem e festejam (e muito!!!) cada momento. Estiveram aqui vovô, vovós, titios, titias, dinda e um monte de gente querida acompanhar os momentos de tortura da mamãe frente a uma banca de 5 professores... mas, passou, passou! E depois foi só festa!
Durante as mais de 4 horas de defesa, Lina ficou em casa. Depois o tio Victor foi pegá-la para dar um abração na mamãe. Mamãe ficou toda orgulhosa porque todos lembravam o quanto era difícil finalizar um doutorado em quatro anos e mais difícil ainda com uma bebezinha. E foi para ela que dediquei a tese: "para minha querida Lina". Claro que papai ganhou um agradecimento especial, mas ela merecia uma dedicatória por tantas horas roubadas, tantos momentos que a mamãe poderia ter curtido descansada, por tanta angústia que presenciou nos momentos finais. Mas, acabou, e acabou bem!
Lina brilhou na comemoração. De vestido preto de bolinhas, sapato vermelho e muitos cachos dourados, ela correu, pulou, sorriu, cantou e distribuiu beijos. Eu estava mais orgulhosa dela ali tão feliz e faceira do que da tese defendida. Agora, mamãe sai de férias merecidas (por aqui mesmo) e em busca de novos caminhos!

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Nossa primeira árvore de Natal

Sempre que saíamos na rua, Lina apontava e dizia: “mamãe, Natal”. As árvores enfeitadas com muitas bolas, bonecos, sinos, laços, estrelas e luzes agora eram sinônimas do Natal.

Eu e Daniel moramos juntos desde janeiro de 2001, mas nunca tivemos uma árvore em casa. No máximo, eu pendurava uma miniatura dourada comprada nas TokStok há muitos anos só para a data não passar em branco. Mas esse ano, foi o pai quem teve a iniciativa (sim, ele mesmo) de ter uma árvore colorida no meio da sala só para ver a menina sorrir.

Compramos um pinheirinho de verdade, quase da altura dela. Levamos para casa dentro do carro, ao lado da sua cadeirinha. Deixamos a plantinha em casa e saímos para as Lojas Americanas mais perto (e a única loja aberta na vizinhança de um domingo chuvoso) para comprar os enfeites. Ela escolheu (quase) tudo e ficou feliz da vida falando da “Natal”. Enfeitamos todinha, papai instalou as luzes coloridas e, no final, a pequena exclamou “linda!”. Foi dormir feliz. De manhã, quando acordou, correu para a sala e mostrou: “óia, liiiinda!”.

Sim, filha, nossa primeira arvore (cafona) de Natal é linda!

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Corte de cabelo

Depois de várias semanas com a franja no olho, mamãe tomou vergonha na cara e levou a pequena ao salão de beleza. Aqui mesmo na Vila Mariana e voltado ao público infantil. Lina se comportou muito bem, inclusive foi elogiada pela "moça do corte". Ficou séria, concentrada e no final ganhou um pirulito (que a mãe escondeu na bolsa para a cria não deixar de jantar). Não tiramos no comprimento, mas apenas demos uma graça na frente que andava bem desengonçada.
O resultado final foi uma franjinha bonita e uma menina vaidosa orgulhosa da cabeleira cacheada e loira. Fotos abaixo!!!


segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Fim de semana de bagunça

Filha,

nosso fim de semana foi gostoso demais. Teve ida ao teatrinho pela primeira vez, banho de piscina, sorvete e brincadeiras no parque. Acho que poucas dessas atividades serão recordadas daqui a alguns anos, mas queria deixar registrado aqui que mais do que seus olhinhos brilhando sem piscar na platéia do teatro, o que mais me chamou a atenção foi a prova de amor que seu pai deu ontem.
Você é muito pequena para saber, mas uma das coisas que seu pai mais tem pavor na vida é de água gelada. E as piscinas de São Paulo são muuuuito frias. Muito mesmo. Ontem, amanheceu um solzão danado. Tomamos café na padaria e voltamos para nosso prédio com a idéia de que um banho de piscina naquele calorão seria legal. E descemos os três com os trajes de banho. A água estava gelada, Lina. Vc parecia achar interessante entrar na piscina, mas tinha medo daquele mundo novo molhado.
E o seu papai venceu o pavor à água gelada e entrou antes de sua mãe para mostrar como aquilo poderia ser divertido. Você não gostou, teve medo, tremia de frio tb. Mamãe resolveu ir com calma, primeiro os pezinhos da pequena, depois a brincadeira com a bola e em 10minutos você brincava feliz, sem lembrar que aquela era a primeira vez numa piscina tão grande. E seu pai herói resolveu t0mar sol na espreguiçadeira para superar o trauma daquela manhã que acabou sendo tão especial.